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(ir)REGULARIDADES NAS MATRICULAS DO PRÉ-ESCOLAR: SEM RESPOSTA, MAS COM RESOLUÇÃO…

CRÓNICA DE GABRIELA CARVALHO
Talvez tenham sido os pós mágicos de perlim-pim-pim…

Resumidamente, numa compra que fiz na loja da Disney no centro comercial (passo a publicidade), a funcionária manteve o seu papel, mesmo na caixa estando apenas eu (adulta, sem nenhuma criança) e na sua brilhante obra de embrulhar o que comprei, encenou todo um teatro, questionando-me se poderia colocar pós mágicos de perlim-pim-pim dentro da caixa… Naquela altura terei feito um olhar talvez assustado (penso agora nisso pelo seu sorriso), mas autorizei, sem saber muito bem o que seria. E eis que caíram das suas mãos pequenos brilhantes que ela “magicamente” colocou dentro da caixa verbalizando “PÓS MÁGICOS DE PERLIM-PIM-PIM”.

Há dias em que penso que foram os pós mágicos de perlim-pim-pim que resolveram a “não colocação da nossa filha no pré-escolar”.

É verdade. Retomo a minha última crónica, para dizer que, apesar de NUNCA TERMOS RECEBIDO UMA RESPOSTA DA PARTE DA DGEstE, a situação ficou RESOLVIDA.

Manifestei-me publicamente, sobre a questão das “não colocações” que estavam a ocorrer este ano no ensino pré-escolar. Na altura, referi que não iríamos descansar até termos uma resposta/resolução.

Na verdade, a resolução chegou… embora a resposta/justificação/explicação nunca nos tenha sido facultada.

Como referi na altura, estivemos SEMPRE em contacto com o agrupamento (direcção) que nos foi mantendo a par do que ia surgindo e dentro das suas competências apoiando a nossa luta.

Na fase inicial e intermédia, não pensamos em contactar a Câmara Municipal de Amarante, porque sempre separamos as coisas e sempre pensamos e continuamos a pensar que cada “macaco no seu galho” (desculpando-me a expressão). No entanto, já numa fase recente/final (fase quase de desespero), solicitei como encarregada de educação, reunião com a Senhora Vereadora da Educação – Dra. Lucinda Fonseca, para junto dela expor o que estava a acontecer (pensando eu que ainda não teriam conhecimento) e perceber se poderiam ter alguma acção (apesar de sabermos que são coisas distintas). Logo na resposta ao email enviado, a Sra. Vereadora da Educação colocou-nos a par de que estavam a acompanhar o processo da não homologação de turmas e que, inclusive, o Sr. Director do Agrupamento de Escolas Amadeo de Souza-Cardoso deu conhecimento do ponto da situação aquando da não homologação das turmas e da sua preocupação pelo eventual encerramento de turmas. Esclareceu também que manifestou total solidariedade da autarquia neste processo em concreto mas, esclarecendo de forma clara que o município não tem qualquer competência no que concerne a constituição das turmas nem na sua homologação (o que nós, pais da pequena, já sabíamos). No entanto, também informou que mesmo assim e por também considerar contradição os alunos com 3 anos já feitos até 15 de Setembro serem considerados como se de condicionais se tratassem, enviou um email ao Sr. Delegado da DGEstE, a pedir esclarecimentos sobre esta situação, para de alguma forma poder também ajudar os pais que questionavam a Câmara Municipal. Nunca obteve resposta.
Apesar de termos obtido toda esta informação por email, mantive vontade de reunir com a Sra. Vereadora e fui recebida por ela e em reunião, tentamos de alguma forma perceber o que poderia estar na base desta situação e através dos números de alunos inscritos, alunos de continuidade, números mínimo e máximos por turma, … chegar a alguma justificação “nossa”, apesar de não oficial (essa nunca recebemos).

Desabafo que, como mãe, saí dessa reunião com o coração mais calmo, talvez por ter entendido alguma coisa mais…

Soubemos também que o email que enviamos aos partidos políticos teve acção do PCP, que questionou a Assembleia da Republica sobre o encerramento de turmas, nomeadamente em Amarante. Sobre esta acção recebemos email a 11/08 (já a situação havia sido resolvida) do Gabinete Técnico do Secretariado do Comité Central do PCP a informar que (e passo a citar): “(…)Apesar de não termos responsabilidades governativas, no âmbito da nossa intervenção institucional temos-nos batido para que o investimento nesta área seja reforçado, permitindo dessa forma a abertura das salas necessárias. É ao Estado que cabe a responsabilidade, através de um investimento directo, garantir a frequência destas crianças no pré-escolar e por isso vamos continuar a exigir soluções para o problema com que estão confrontadas milhares de famílias. A alternativa não encaminhar as famílias para uma alternativa nos privados. (…)”

Remetendo novamente ao dia 10 de Agosto, após reunião com a Dra. Lucinda Fonseca, contactei o agrupamento, para saber como poderia solucionar a situação da “nossa filha” já que a que efectivamente gostávamos, tínhamos perdido as esperanças!!! Relembro que o agrupamento (direcção) esteve sempre receptivo a todos os nossos contactos, ajudando-nos inclusive numa possível solução, caso a por nós desejada, não fosse possível.

Mas eis que, quando contacto o agrupamento, sou informada por parte da Direcção da Escola, que haviam recebido por email informação de que era novamente possível manter as duas turmas na Escola da Estrada, Telões bem como numa outra escola que também tinha ficado sem resolução.

FOI UM MISTO DE EMOÇÕES… eu nem sabia muito bem o que dizer ao telefone… nem sabia se podia efectivamente considerar como certa aquela resposta, uma vez que a DGEstE já tinha mostrado a sua capacidade contraditória… mas na verdade, mais tarde, obtive confirmação “oficial” de que as duas turmas (as tais iniciais que não foram aceites) haviam sido submetidas e ESTAVAM APROVADAS…

Nesse momento sentimos que, lutamos por ti, lutamos por nós, lutamos pelo direito de vários…

O que vos posso dizer quase um mês depois da resolução (sem nós nunca termos obtido resposta):
– durante esta nossa luta, conhecemos pessoas extraordinárias e disponíveis;
– durante esta luta, houve pessoas disponíveis a ajudar dentro das suas áreas e capacidades, às quais, sem nomear, lhes AGRADECEMOS MUITO;
– durante esta luta, sentimos em determinados momentos, que nos “movíamos” num mundo social de interesses, nem sempre muito claros;
– durante esta nossa luta, percebemos que não é fácil para qualquer cidadão defender-se e fazer valer os seus direitos, mesmo sabendo que tem (a dita) “razão do seu lado”;
– durante esta nossa luta, percebemos que estávamos a dar voz a tantos outros que não conseguiam manifestar-se da mesma forma que nós;
– durante esta nossa luta, tomámos consciência do qual difícil pode ser fazer valer os nossos direitos, num “mundo tão torto”;
– durante esta nossa luta, constatamos (mais uma vez) que pela nossa pequena seremos capazes de tudo, por ela e para ela, seremos os melhores pais que sabemos ser…

(Nota: Fui informada que esta segunda-feira (dia 4/09) o Sr. Delegado da DGEstE informou a Vereadora da Educação que as turmas tinham sido homolgadas pelo que a questão estava sanada. Em meu entender, tardia esta resposta! E gostava de perceber quais os critérios de selecção das pessoas que efectivamente “merecem” resposta, já que nós, os pais da menina “não colocada” não obtivemos qualquer resposta até ao momento.)

Em jeito de conclusão:
INDEPENDENTEMENTE DA SITUAÇÃO, NUNCA DEIXEM DE QUESTIONAR… PODEMOS ATÉ NEM ESTAR A ANALISAR AS COISAS CORRECTAMENTE E, EFECTIVAMENTE, NÃO TERMOS RAZÃO (admito que houve momentos que pensamos que poderíamos estar errados), MAS SEM PERGUNTAR, NUNCA FICAREMOS A SABER… E QUEM SABE, TENHAMOS EFECTIVAMENTE RAZÃO E ISSO PERMITA MUDAR A REALIDADE (como foi o caso).

Ao Ricardo Pinto e à BIRD Magazine, O NOSSO AGRADECIMENTO nomeado, pelo apoio desde o inicio e pela ajuda na divulgação…
A todos os que nos apoiaram OBRIGADA…
A todos os que nos receberam e que connosco dialogaram, OBRIGADA…

A TI, FILHA, A GARANTIA DE QUE FAREMOS TUDO POR TI, SEMPRE…!!!

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