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AMBIVALÊNCIA SENTIMENTAL

GABRIELA CARVALHO
A difícil tarefa de ver os filhos crescer… Oh sentimento complicado este!!!
Quando são pequenos e choram, pedimos para que cresçam e se expressem de forma a que entendamos o que nos querem dizer… mas quando efectivamente crescem… como é tão bom, tão bonito e, simultaneamente tão difícil vê-los crescer!
A pequena com os seus 3 anos lá entrou para o jardim de infância. MUITO ORGULHOSOS seguimos com ela até à escolinha, mas sempre com o coração apertado de medos, de incertezas, de dúvidas…
Entramos e logo percebemos que, a pequena estava «mais feliz do que nós»! Bolas, apesar de sabermos a importância da entrada para o jardim de infância, apesar de confiarmos naquele jardim de infância, apesar de termos a lição bem estudada de que “está na idade”; é o nosso ser minúsculo que segue ali, de mochila às costas! E como cresceu…!!! Nesse momento o estômago contrai, os olhos enchem-se de lágrimas que com muita dificuldade controlamos e percebemos que a mudança está presente
Pedimos-lhe que siga os seus sonhos, mas se possível que estejamos por perto os acompanhar; pedimos-lhe que cresça, na medida em que os nossos braços continuem a poder abraçá-la e que o nosso colo continue a ser o «único» com a medida certa; pedimos-lhe que seja feliz, garantindo que tudo faremos para que assim seja…
Mas, é de facto difícil, ver os filhos crescer…
Com o brilho da felicidade e de todos os medos possíveis e mais alguns, disse-lhe que já íamos embora. Ela ficou e olhou-nos com aquela vontade de abraçar o mundo e de viver cada segundo intensamente, que tanto a caracteriza. E nesse olhar fugaz a professora pergunta se não quer ir dar um beijinho à mãe. E eis que responde prontamente: «NÃO É PRECISO. ADEUS MÃE. VAI TRABALHAR, VAI TRABALHAR…» … e eu vim!
VOA ALTO, CHEGA LONGE E NUNCA DEIXES DE SONHAR!

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