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ANSIEDADE INFANTIL NO REGRESSO ÀS AULAS

VERA PINTO
Depois de dias e dias sem horários que obrigassem a levantar da cama, desprovidos de obrigações e com demasiado tempo livre, éis que chega Setembro. Com ele chega também o regresso às aulas para muitas crianças ou o início para outras. Embora não seja regra, é esta a realidade da maioria das crianças que se encontrava de férias. Este (re)começar nem sempre é fácil para as crianças nem mesmo para os seus pais e, por isso a primeira porta de acesso ao canal da saúde abre-se para simplesmente ouvir desabafos dos progenitores, ou noutros casos, para oferecer uma resposta aos seus pedidos de ajuda. De facto, o regresso às aulas não deixa de ser um motivo preocupante, quer para os pais quer para os alunos. Desta forma a farmácia torna-se o caminho de mais fácil acesso para distinguir as situações ligeiras, daquelas que exigem mais atenção e, eventualmente ajuda farmacológica. Pais ansiosos criam filhos ansiosos e filhos ansiosos tornam os pais ansiosos. Esta frase, dita desta forma, parece dar a entender que a ansiedade é contagiosa ou então, uma qualquer doença hereditária. Embora alguns estudos possam apontar para uma predisposição genética ligada à ansiedade ou seja, filhos de pais ansiosos apresentam uma probabilidade maior de ser ansiosos, é verdade também que a ansiedade está directamente relacionada com o meio envolvente. No seio familiar torna-se um círculo vicioso de muito difícil resolução. As crianças são ansiosas por natureza. Quem nunca presenciou o típico “já chegamos” a cada 5 minutos durante uma viagem? Ansiedade nas crianças trata-se de uma emoção bastante frequente e protectora face a ameaças ou situações perigo, desde que não seja excessiva. Quando exagerada torna-se numa combinação complexa de sentimentos de medo, apreensão e preocupação, geralmente acompanhada de sensações físicas como palpitações, dor no peito e/ou falta de ar. Ansiedade pode existir como uma desordem cerebral principal, ou pode estar associada a outros problemas médicos incluindo distúrbios psiquiátricos. Infelizmente, os distúrbios de ansiedade não são um problema exclusivo do universo adulto, estes afectam 13 em cada 100 crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de idade. As meninas são mais atacadas que os meninos e, em metade dos casos, as crianças apresentam ansiedade associada a depressão.
“Mãe, dói-me a barriga”, “Mãe, acho que tenho febre”, “Mãe, não quero ir à escola”, medo de ficar sozinho e de falar são alguns dos sinais e sintomas de ansiedade nas crianças, muitas vezes confundidos com desculpas para não ir a escola. Podem parecer os típicos pretextos para ficar a brincar e faltar às suas obrigações, mas não podem ser ignorados.

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