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AS TEMÍVEIS LESÕES MUSCULARES

ELISABETE RIBEIRO
Quem tem como gosto correr, nem sempre pode falar apenas dos treinos realizados, das provas efetuadas, das alegrias e emoções sentidas, das amizades partilhadas, de objetivos conseguidos e de pequenas vitórias alcançadas. A prática da corrida tem também o reverso da medalha: as temíveis lesões. Sejam de que natureza for, nunca são bem vindas e tornam-nos impotentes para realizar, por vezes, as tarefas mais simples. Como sou uma pessoa simpática elas gostam imenso da minha companhia. Mal recupero de uma, surge logo outra!! Mas, tal como um amigo atleta disse “Só não acontece a quem pratica “sofaísmo””. 
Desde que iniciei esta aventura pelo mundo da corrida, já fui “visitada” por algumas lesões, algumas delas, inibidoras de caminhar. Com o tempo aprendi a moderar os treinos e a conter-me sempre que surgisse uma dor. Esta maturidade contribuiu para que as lesões praticamente desaparecessem da minha estrutura muscular. Mas o que é bom não dura sempre. Há cerca de um mês, uma dor no grande glúteo direito obrigou-me a uma paragem forçada. Ficou a resignação mas também a vontade em recomeçar. 
Segundo os especialistas:” o músculo é um tecido especializado formado por minúsculas estruturas proteicas (actino miosina) que, paulatinamente, vão se agrupando e se transformando em estruturas cada vez maiores, microfibrilas, fibras, fascículos e grupo muscular.
Um músculo contrai-se mediante um estímulo elétrico que faz com que as moléculas de actino-miosina se aproximem entre si. Um músculo é irrigado a partir de vasos sanguíneos que penetram no seu interior, cuja finalidade é suprir a quantidade de oxigénio necessário para o desempenho de sua função de contração.
A lesão muscular é, nos dias de hoje, bastante comum podendo acontecer por erro de treino, secundário à má preparação física, aquecimento incorreto, sobrecarga muscular, excesso de uso (over use) ou ainda por trauma direto.
De uma maneira didática, podemos classificar os acidentes musculares segundo a sua gravidade, em 3 grupos.
Grupo I – também chamado popularmente de estiramento muscular, ocorre quando algumas pequenas fibras sofrem um processo de esgarçamento. Esta alteração costuma ser microscópica e benigna, havendo a recuperação total em período bastante curto.
Grupo II – também chamado popularmente de distensão muscular, é o mais comum dos problemas atendido pelos especialistas pois, neste caso, já existe um quadro doloroso importante secundário à ruptura de um certo número de fibras musculares com formação de edema localizado, tumefação e diminuição da capacidade de contração do músculo atingido. É classificado por alguns especialistas como ruptura parcial.
Grupo III – é este o mais grave dos acidentes musculares pois trata-se de uma ruptura importante do grupo muscular, existindo neste caso incapacidade funcional. A simples observação do músculo envolvido no processo permite perceber uma depressão localizada ou mesmo uma tumefação, quando da contração. Na maioria das vezes esta alteração, implica em um tratamento cirúrgico com reabilitação posterior prolongada, chegando esta a alguns meses. Não importa o tipo de lesão muscular, o tratamento básico inicial se baseia nas seguintes recomendações: Proteção do grupo muscular atingido, repouso, gelo nas primeiras 24 a 72 horas, compressão do grupo muscular comprometido e elevação do membro atingido. A finalidade deste tratamento de emergência consiste em reduzir o sangramento dentro do músculo atingido e diminuir a possibilidade de novas lesões em um tecido já previamente lesado. 
“NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM QUE SEJAM PRESCRITOS POR SEU ESPECIALISTA”. Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)

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