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HISTÓRIA DAS RUAS PORTUGUESAS EM PARIS E DAS RUAS FRANCESAS EM LISBOA

MANUEL DO NASCIMENTO
Rua de Lisbonne em Paris foi criada em 1826: o bairro da Europa em Paris foi construído nos terrenos comprados em 1821 por Jonas-Philip Hagerman, homem de negócios e banqueiro de origem sueca, e do empreiteiro Sylivain Mignon. O arquiteto Étienne-Hoppolyte Godde. Por ordem Real de 2 de fevereiro de 1826, permite a estes dois homens a construção de imóveis à volta da praça da Europa.
Avenida de Camões (Camoëns): esta via privada foi criada em 1904, dedicada ao poeta português Luís Vaz de Camões, onde os proprietários estavam de acordo para a atribuir a Camões. No entanto e nessa altura, não houve nenhum ato administrativo da Câmara de Paris. Uma parte dos terrenos desta via pertenciam ao conde Armand, filho do antigo Embaixador de França em Lisboa. No fundo desta avenida encontra-se a estátua do poeta Camões.
Rua do Tage (Tejo): antigo caminho de Bel-Air, depois rua do Génie, e em 1877 é denominada rua do Taje, nom do rio luso-espanhol.
Avenida dos Portugueses (Portugais): a 14 de julho de 1918, o Conselho Municipal de Paris nomeou a avenida de Sofia para avenida dos Portugueses em honra dos portugueses do Corpo Expedicionário Português que combateram ao lado das forças pela libertação da França na Primeira Guerra mundial.
Rua Maria Helena Vieira da Silva: em 2013, Paris deu o nome a uma rua em homenagem à artista portuguesa que viveu em Paris de 1928 até 1992.
Passeio Amália Rodrigues: num jardim da capital francesa, foi inaugurada a Promenade Amália Rodrigues que teve lugar no dia 11 de junho de 2010, por António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e Bertrand Delanoë, presidente da Câmara de Paris. A “Promenade Amália Rodrigues”, uma espécie de circuito pedonal num jardim aberto.
Avenida de Paris e a Praça Pasteur em Lisboa: o plano do Bairro do Areeiro data de 1938. Os projetos de habitação foram desenvolvidos por jovens arquitetos, Alberto Pessoa, Raul Chorão Ramalho, José Bastos e Lucínio Cruz, no que diz respeito à avenida de Paris e à Praça Pasteur. A execução do plano, foi em 1940 e depois em 1948, tendo sido construídos em primeiro lugar os prédios da Avenida de Paris, depois os da Praça Pasteur. Este programa de construção integra-se nas obras lançadas por Duarte Pacheco, então ministro das obras públicas e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que procurou dar outra imagem e tornar Lisboa numa cidade mais europeia. Em 1998, Paris e Lisboa celebraram um pacto de amizade que procurou reforçar os laços de cooperação entre os dois municípios das duas capitais. Lisboa tem marcas inolvidáveis dessa ligação, seja nas letras, nas artes e na História. A rua Pena de França em Lisboa foi, durante séculos, uma aérea de quintas e hortas. Depois a partir do século XII, esta zona constituía um caminho público que ligava o bairro da Graça ao poço dos Mouros. O nome desta rua e da sua freguesia do mesmo nome advém da sua padroeira, Nossa Senhora da Pena de França. Em 1434, o monge francês Simão Vela, teria encontrado uma virgem que estava escondida no cume da serra da Pena de França (Sierra de Francia) em Salamanca. Em 1597, construiu-se em Lisboa, uma capela neste local conhecido por Pena de França.

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