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COACHING? PORQUE NÃO?

JOSÉ CASTRO
Estimados leitores,
As primeiras palavras a serem escritas tinham que ser de agradecimento pelo convite que me foi dirigido. É pois uma responsabilidade satisfazer, e se possível superar, as expectativas criadas, não só pelo editor mas também pelos leitores.
Foi com satisfação que li o slogan da BIRD «o pouso das palavras, o voo das opiniões», com o qual me identifico. As palavras (escritas) até pousam, ficam registadas no tempo, mas as opiniões essas voam, essas evoluem no tempo e no espaço dependendo das Vivências e Convivências, do que se Aprende e Desaprende, do que se Chora ou Ri, do que faz sentido e do que não faz sentido…. Enfim, cada um com a sua “cosmovisão” com os seus “Paradigmas”! Mas no meio de tantas “Cosmovisões” e “Paradigmas” distintos, o que une o Ser Humano é muito superior àquilo que o separa!
Presumo que este desabafo me será permitido pois está em sintonia com o editorial da BIRD “surgindo aqui a escrita como uma arte de dar voz a pensamentos, ideias, estados de alma”.
Grande parte da minha vida profissional foi ligada à Educação e à Formação, o que implicou uma relação intensa e extremamente rica, com inúmeros jovens e jovens adultos cada um com o seu “mapa mental”.
Atualmente quer como Coach, quer como praticante de voluntariado, relaciono-me com inúmeras pessoas das mais distintas faixas etárias, padrões sociais e culturais. No entanto, existe um “padrão” mental que tenho constatado, salvo felizes exceções:
· Nos mais jovens manifesta-se uma apatia perante a Vida, encontram-se desmotivados, desorientados, num “vazio existencial” associados a uma “normose” desconcertante! 
· Nos mais idosos, constata-se uma “prisão” ao passado, nomeadamente a situações de “desconforto” emocional que o trazem para o presente (ruminação de emoções/sentimentos/pensamentos/ tóxicos) que induzem a episódios depressivos e um deixar “andar” no tempo, sem direção e sentido até ao fim da sua vida biológica!
· Na faixa etária intermédia, a faixa ativa, estão todos aqueles que dão “litro e meio” no seu trabalho. Infelizmente, no mundo laboral, muitos trabalhadores “arrastam-se” no seu dia-a-dia, dado o cansaço, não meramente físico mas também psicológico (a escravidão do séc XXI) a que estão sujeitos (subliminarmente, ou não) na sua empresa! O trabalhador apenas deseja que chegue a sexta-feira (muitas vezes nem assim!) para se “livrar” do trabalho!
Todas estas situações aqui descritas (talvez um pouco exageradas…ou não) são indicadoras de uma ausência de Significado e Propósito de Vida para a maioria dos Seres Humanos, independentemente da sua atividade profissional, género, faixa etária e nível cultural! Indicadoras de ausência de entusiasmo por Viver, ausência de trilhar novos caminhos, de superar-se, de caminhar em direção ao seu bem-estar Físico, Mental, Social e Espiritual. 
É neste contexto que atualmente surge o Coaching.
O Coaching, nas suas (inúmeras) vertentes, Pessoal, Educacional, Organizacional, etc, é pois uma das melhores ferramentas de desenvolvimento e superação Pessoal, assim como Profissional, que possui especificidades que o tornam único.
O Coaching como “Processo Contínuo” recorre a técnicas apropriadas “Modelos de Coaching”, permitindo que o cliente “Coachee” estruture os seus pensamentos e emoções, desbloqueei convicções limitadoras, seja desafiado e capacitado para atingir todo o seu potencial. Encoraja-o a definir metas, a criar opções, a ultrapassar problemas e a transformar crenças limitadoras em atitudes positivas, que o levará a um resultado eficaz na resolução dos seus dilemas e conflitos. As Sessões de Coaching, inerentes ao processo contínuo, inspiram–se na aplicação da “Maiêutica”, que recorrendo às “Perguntas Certas” e metodologias apropriadas, levam o Cliente “Coachee” na busca de respostas em sintonia com o seu “Mapa Mental.”
O Coaching, quando aplicado às Organizações, facilitará (se os Líderes das mesmas assim o entenderem) que estas se tornem “Positivas”, “Vivas”, “Autentizóticas”, onde o trabalho não será mais uma “tortura”, onde o trabalhador não será mais um “número”, onde os chefes não serão mais “ditadores”! A organização como um “todo” não será meramente direcionada para o sucesso, mas também para a Felicidade de todos os que a constituem, onde a Responsabilidade Social dos seus Líderes é expandida a todos os Seres (Pessoas; Animais; Natureza) cocriando assim um Mundo mais Ético e Sustentável.
Tendo em conta que cada Ser Humano é sempre o mesmo nos diversos contextos da sua vida, (apesar de neles apresentar “máscaras” diferentes), a grande questão que se colocará como desafio é: Conhece-te a ti mesmo!
Daqui eventualmente sairá um conjunto de parâmetros passíveis de serem desenvolvidos e de potencialidades subaproveitadas que devidamente trabalhadas (por si) sob a orientação do Coach, o conduzirá a uma Vida mais Plena.
Votos de boas reflexões, até uma próxima oportunidade,
Até lá, aprecie Viver

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