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Cidadania e Sociedade

2018 – MENOS UM ANO

Após as festas do Natal, onde apesar do materialismo, coexiste algum espírito de fraternidade e solidariedade, chegam rapidamente as festas do final do ano, segundo o calendário Gregoriano que Portugal rapidamente adotou em 1582. Estas são infelizmente caracterizadas pelos excessos da bebida, e quem sabe de outras substâncias, das velocidades e de comportamentos inadequados …! Para muitos a ilusão dos sinais exteriores de alegria, servem apenas para esquecer e esconder os sinais interiores de tristeza, desânimo, revolta…

Enquanto que os mais distraídos adicionam mais um ano às suas vidas, os mais atentos, aqueles que sabem “o que estão cá a fazer” retiram mais um ano às suas vidas! Pois na realidade (que por vezes dói, quando a vemos pelo paradigma inadequado) sabemos que nos resta menos um ano para Viver. Sabemos que a dita “morte biológica” (que para muitos ainda é tabu falar dela!) está inevitavelmente mais próxima. Alguns leitores, provavelmente já não passam da leitura desta linha, pois, para eles é de extremo mau gosto misturar estes dois assuntos! Mas quer queira ou não, eles estão intrinsecamente ligados! Será assim interessante, não mergulhar na alegria ilusória da passagem de ano, de que o resto do ano vai ser assim, nem deixar-se enganar por qualquer dúzia de passas ingeridas, nem sequer por entrar no novo ano com o pé direito! Afinal a sua Vida vai ser exatamente o que fizer dela! Aquilo que semear é Aquilo que vai colher…. Por muito que por vezes pareça o contrário!

É pois um momento interessante, o final de mais um ano civil, para fazer o balanço do mesmo, refletindo sobre o seguinte:

Que ocorreu com mais significado para si? Quem estava envolvido?

Que ocorreu de mais inesperado? Como o soube aceitar?

Qual o tipo da maioria das suas emoções? Porquê?

Que pessoas se aproximaram e/ou se afastaram de si?

Que competências novas adquiriu? O que entusiasmou?

Quanto mais pazeou?

Quanto contribuiu para minorar o sofrimento dos outros Seres?

Quanta mais “felicidade” habita em si?

Quanto mais próximo se sente da sua missão?

(…)

Estas e muitas outras questões deveriam ser feitas para que ao longo do próximo ano não se limitasse a “vegetar” neste mundo, a “fazer por fazer,” a viver apenas em piloto automático, revoltado com tudo e com todos, atribuindo culpas ao Sistema ou a um dito Deus!

Repare que não é mais um ano, mas sim menos um ano que tem para intensificar o seu bem-estar físico, mental, social, e espiritual! Não se apresse, mas não perca tempo!

Assim, enquanto alguns estarão perdidos no meio da ilusão do exterior, outros estão a investir tempo em si e para si ”conhecendo-se” e “amando-se,” identificando sonhos (dos acordados), definindo objetivos, traçando planos de ação! Enquanto uns vivem apenas para si, para alimentar o seu “ego,” outros dedicam-se a causas sociais, fazem voluntariado, (na causa humana, animal ou ambiental) promovendo a sua Consciência Social, Ética e Global. Transforme-se num agente de mudança, torne-se numa semente (provavelmente criticada, incompreendida e desprezada) na construção de um Mundo mais Pacífico e Ético para com todos os Seres.

Mais uma vez e como sempre, a decisão a que grupo vai pertencer, está nas suas mãos! Não se iluda com o caminho mais fácil…

Do teor da resposta, à questão seguinte, poderá inferir de quanto Significado e Propósito tem a sua Vida:

Se não existisse que falta fazia?

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