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LUÍZA TODI OU LUÍSA ROSA TODI

Luíza Rosa de Aguiar nasceu em Setúbal em 1753. Estreou-se em Lisboa nos anos 1767 ou 1768, onde conheceu Todi, violonista de origem italiana, com quem Luíza casa a 28 de julho de 1769, com apenas 16 anos de idade. As críticas da imprensa nacional e estrangeira, elogiando a suas capacidades vocais, vão leva-la a atuar na Europa; Paris, Londres, Veneza, Berlim, Turim, Viena, sendo estas algumas das cidades em que a levou a viver largas temporadas, vindo a voltar para o Porto em 1803, já viúva. Em 1809, com a segunda invasão francesa, Luísa Todi vai abandonar a cidade do Porto, perdendo, nesta fuga, grande parte dos seus bens, entre os quais, muitas joias, no trágico acidente da Ponte das Barcas por ocasião da fuga das invasões francesas pelos exércitos de Napoleão (1). Luíza Todi, tinha a facilidade invulgar de cantar com perfeição e expressão em inglês, francês, alemão e italiano, era considerada a meio-soprano portuguesa mais célebre de todos os tempos, onde Luíza Todi distinguiu-se nos concertos espirituais que animavam a capital francesa, entre outras capitais da Europa daquele tempo. Em Paris, Luíza Todi teria deixado a lenda do duelo com outra cantora famosa da época chamada Gertrudes Elisabeth Mara, autora alemã, considerada a rival de Luíza Todi. Em 1811, Luíza Todi regressa a Lisboa, onde vai viver a partir de 1813, na rua do Tesouro Velho, a atual rua António Maria Cardoso, depois na rua da Barroca e da Atalaia, Largo de São Nicolau e Travessa da Estrela, onde veio a falecer com 80 anos de idade e quase cega devido a uma doença desde muita nova. Consta que a sua vida em Lisboa até ao final da sua vida, vai viver com muitas dificuldades económicas. Luíza Todi, teria sido sepultada num cemitério localizado nas imediações da Igreja Paroquial da freguesia da Encarnação (Lisboa), cemitério este que já não existe. O paradeiro das suas ossadas é desconhecido. A cidade de Setúbal, erigiu um monumento com a sua efígie e deu o seu nome a uma das principais artérias da cidade, a Avenida Luíza Todi.

(1) Segundo reza a lenda, quando Luíza Todi chega ao rio Douro com os filhos agarrados às suas saias, a tentativa de embarque tornou-se difícil, por causa do movimento das pessoas em fuga e da ondulação das águas do rio, onde Luíza Todi chegou a cair ao rio quando tentava alcançar a pequena embarcação no rio na Ponte das Barcas. Junto ao muro da Ribeira, existe um baixo-relevo em bronze que evoca a tragédia da Ponte das Barcas (alminhas da ponte).

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