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Saúde e Vida

AH?!? PODES REPETIR, NÃO OUVI BEM

“AH? Podes repetir, não ouvi bem” é uma frase que todos nós ouvimos, quase todos os dias e até com relativa frequência. Em alguns casos refere uma falta de atenção, mas noutros pode indiciar problemas em ouvir. A audição à semelhança dos outros 5 sentidos, são capacidades dotadas de um forte mecanismo adaptativo. Afinal de contas são elas que nos permitem interagir com o mundo exterior e adaptar ao meio ambiente. Depois de algum tempo em contacto com o que consideramos ser mau cheiro, adaptamo-nos ao ponto de achar que o odor desapareceu, até chegar alguém que reclama: “que cheiro horrível”. Acomodamo-nos a ver mal, de tal forma que arranjamos sempre solução para o problema sem nunca o resolver na raiz. Uma pessoa com dificuldade em ver ao longe, não pode simplesmente resolver o problema de não ver bem televisão aproximando-se dela. Está mais perto do equipamento já vê bem a novela, contudo, o problema continua lá. Ouvir mal não foge à regra. “Desculpa, podes repetir”, “não ouvi bem”, “ora diz lá outra vez”, “fala mais alto”. Frases destas ou até mesmo atitudes como subir o volume do rádio podem ser sinais de perda de audição que não podem ser desvalorizados.

A deficiência auditiva está associada a um impacto psicossocial negativo, o qual se traduz numa diminuição da qualidade de vida das pessoas. Apesar das suas consequências poucos são os dados relativos à sua prevalência em Portugal. Nas crianças as alterações congénitas, resultantes de factores hereditários ou de diversos problemas durante a gestação são apontados como as principais causas. O processo de envelhecimento natural, a exposição prolongada a barulhos altos ou constantes, medicação tóxica, infecções auditivas, ferimento do tímpano e acumulação de cera são alguns dos factores que podem ser responsáveis pela perda de audição, na população adulta.

Os principais sintomas da perda de audição reflectem-se pela necessidade de repetição do discurso e falta de compreensão na presença de ruídos de fundo, pela dificuldade em acompanhar conversas de grupo, pelo uso de volumes de televisão ou rádio mais alto que os outros, pela dificuldade em identificar a origem do som, entre outros. Perante estes sintomas torna-se necessário uma intervenção urgente, uma vez que na maioria dos casos a perda de audição é um processo gradual. Acomodar-se a ouvir mal, está fora de questão.


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