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MARÇO 8 SÍMBOLOS DE LUTA

Depois de amanhã é o dia internacional da mulher e continuo a preferir que fosse o dia em que se dá voz à luta contra e a qualquer forma de preconceito, seja ele: cultural, sexual, racial ou económico.

As mulheres sempre tiveram um forte impacto no mundo dos negócios, até mesmo na época que não faziam parte deles.

Quem cuida da família a tempo inteiro terá menos impacto do que quem cuida dos negócios?

(e não, não sou disponível em largar a minha profissão.)

Acredito que os géneros são excelentes aliados em qualquer um dos mundos. Em Portugal, em quatro décadas, atingimos cada vez mais esta consciência.

Infelizmente, o mesmo já não acontece noutras culturas, visto ainda existirem mulheres que para saírem à rua precisam de pedir autorização aos maridos.

Sentiu um arrepio na espinha?

Os comportamentos dizem muito das pessoas e, por isso, gosto de observar a forma como as pessoas se tratam quando, por exemplo: apanham uma falha, fazem o pedido num restaurante, falam de uma pessoa ausente, discordam ou se desvinculam de alguém.

É nestes momentos que a expressão “o mundo está a ficar impar” faz-me todo o sentido.

Parece-me que se confia pouco no próximo (ou será de si próprio?) e a regra do “ser inocente até que se prove o contrário” passou a ser interpretada ao contrário, porquê?

Será que isto acontece porque a informação corre depressa? Porque se vive mais no imediatismo? Porque a critica pode ser sinal de conhecimento?

A desigualdade de oportunidades, por causa do género, traz-nos a missão de em conjunto fazermos com que um dia deixe de fazer sentido celebrar o dia 8 de Março.

Veja-se, por exemplo, as estatísticas que o colega Tiago Corais partilhou na sua crónica do dia 3. Fiquei um bocadinho triste em conhecer aqueles números e, simultaneamente, contente por perceber que não se enquadram no meu universo mais pessoal.

Mas também já assisti homens a envergonharem outros por usufruírem da baixa de paternidade, a mulheres pressionadas para não usufruírem do tempo de amamentação, de pressão sobre estudantes trabalhadores para não usufruírem do estatuto, de homens a serem maltratados por terem o menor ordenado em casa ou de pessoas humilhadas por não terem um curso superior. E por o terem também.

Por esta falta de respeito e confiança nas relações humanas é que são criados os dias do trabalhador, da mulher, do neto, do avô, da mãe, do pai… (apesar de eu não ser adepta deles).

Os meus olhos preferem pousar em pessoas que fazem questão de presenciarem a peça de teatro dos filhos, nos que se revezam para cuidar deles, nos que cozinham e se divertem com isso, nas mulheres que não jogam com o poder da dependência, em homens que não se fazem valer por trazerem o maior ordenado ou em pessoas que procuram realização coordenando o melhor de ambos os mundos.

Para estas pessoas todos os dias são bons dias para um respeitoso debate intelectual e juntas terminarem mais um dia inesquecível.

Independentemente do género é preciso ser-se útil, fazer-se integro, educando jovens, aconselhando adultos e cuidando dos mais vividos. Este é o direito que todos adquirimos ao nascer.

E porquê?

Porque é sendo autêntico e humano que é possível criar sociedades vitoriosas e valiosas ao todo.

Esta consciência, e amor à humanidade, em nada se confunde com falta de exigência. Mas tende a motivar a singularidade e a união da diferença para que o todo seja coerente provocando maior responsabilidade nos resultados.

Falarmos dos problemas das mulheres é falar de muitos, muitos, temas.

A mulher de hoje não se inspira em ser alguém melhor, mas uma mulher real.

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