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HOTEL DE LA PAÏVA EM PARIS

Hôtel de la Païva na avenida dos Campos Elísios em Paris. Nascido em Macau, o português Albino Francisco Araújo de Païva (1824-1872) ou Païva de Araújo ‘Marquês’ este edifício em plenos Champs-Élysées, que é um dos mais belos exemplares da arquitetura privada da segunda metade do século XIX, de resto classificado como Monumento Histórico, só tem o nome. Em junho de 1851, Madame La Païva, era Esther-Pauline Blanche Lachmann (1819-1884), uma russa ou polaca que, por dos seus encantos e artes, se tournou uma das mais famosas cortesãs parisienses do século XIX, tendo iniciado a sua carreira com uma relação com o pianista e compositor francês Henri Herz (1803-1888). Seguindo a versão mais popularizada da sua biografia, Esther-Pauline Blanche Lachmann, terá casado com um rico dandy português, um suposto Albino Francisco Araújo de Païva ou Païva de Araújo ‘Marquês’, oferecendo-lhe o hotel que se encontrava na Place Saint-Georges em Paris, construído em 1840. O dito casamento durou apenas um dia, tendo a bela cortesã logo dispensado a companhia do português, mas guardado o apelido. E, foi já com o título de “Marquesa de Païva” que Esther-Pauline mandou construir este palacete, demoradamente arquitetado por Pierre Manguin, e que a partir de 1865 se tornou lugar obrigatório de visita e vilegiatura da boa sociedade parisiense: os irmãos Goncourt, Théophile Gautier e Alexandre Dumas (que retratou Madame de Païva na peça La Femme de Claude) andaram por lá. Esther-Pauline Blanche Lachmann, toda a vida perseguiu homens ricos. Seduziu o pianista Henri Herz que o levou à ruína. Casou-se depois com o português que se autointitulava marquês de Païva, ficando-lhe com o título e co o apelido. Depois de passarem a lua-de-mel em Portugal, Esther-Pauline Blanche Lachmann, disse ao seu marido, friamente, que o acordo entre eles chegara ao fim. “já me possuíste. Eu paguei-te as dívidas e fiquei com o apelido”. Depois volta para Paris, e segundo reza a lenda, ao ver-se na penúria, suicidou-se em Paris em 1873. Hôtel de la Païva na avenida dos Campos Elísios, n.° 25, em Paris, teria sido construído entre 1856 e 1865. Em 1903, o Hotel de la Païva tornou-se a sede do Travellers Club, e hoje é também um restaurante. O edifício com decorações de sonho, pode ser visitado. Em 1877, Esther-Pauline Blanche Lachmann, foi acusada de espiona, e a marquesa, é obrigada de fugir de França para a Alemanha, onde morre em janeiro de 1884 no castelo de Neudek em Silésie.


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