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HUMANITUDE….O CUIDAR

Torna-se importante reflectir sobre a desumanização nos cuidados prestados, assim como sobre as ferramentas que o profissional tem ao seu dispor para “trabalhar” na humanização desses cuidados.

Por vezes a falta de formação humana e a “mentalidade” de alguns profissionais de saúde que tende a ser resistente às mudanças organizativas (como “sempre fizemos assim”; “não vale a pena mudar”; “ah, não adianta fazer dessa forma”) são alguns dos fatores que contribuem para a desumanização na prestação dos cuidados de saúde. Devemos preocupar-nos em melhorar e humanizar a prestação dos cuidados de saúde; melhorar o contacto humano assim como as questões de atendimento.

Focamo-nos sobretudo, de forma prioritária, nas pessoas dependentes e em situação crítica, crónica ou paliativa, independentemente da faixa etária e em condições de respeito e igualdade.

A metodologia Humanitude indica-nos que comportamentos, acções e frases simples são fulcrais na comunicação e no relacionamento interpessoal. Cada pessoa deve ser tratada como pessoa, deve-lhe ser dada atenção e respostas positivas. A pessoa não deve ser tratada como se fosse um objecto. O utente deve ter a possibilidade de dar a sua opinião, ter o direito de escolha. Assim como, respeitar os gostos do utente, respeitar a sua intimidade, privacidade em todos os atos de prestação de cuidados. Incentivá-lo a participar nas tarefas pessoais, a ter um papel ativo nas mesmas (alimentação

higiene pessoal, movimentos corporais). A forma como nos dirigimos a cada utente irá também alterar a sua forma de reagir; poderemos evitar os gritos e insultos; o bater, o morder (utente-cuidador),durante a prestação dos cuidados de saúde. Coisas simples como um cumprimento “bom dia”; “como se sente hoje?”. Quando nos aproximamos do utente jamais dever ser iniciada uma acção sem lhe explicar o que vamos fazer para que ele seja envolvido na tarefa e colabore.

É importante cumprir as horas da medicação bem como das refeições. O silêncio no refeitório é muito importante para o utente se focar na refeição e “comer pela própria mão”, por forma a não perder as capacidades que ainda mantém.

O que se pretende é um cuidar que promova o bem-estar físico mas também psicológico do utente, respeitando a sua autonomia, dignidade e individualidade.

A Humanitude contempla 3 grandes pilares: o olhar (é o olhar que nos permite estabelecer o 1º contacto, captar a atenção. Manter o contacto ocular com o utente é de extrema importância, transmitirmos que estamos ali disponíveis, que pode confiar em nós, que o estamos a “ouvir”. Para o utente se sentir valorizado); a palavra (o diálogo estabelecido entre o cuidador e o utente é fundamental; o utente ter “voz ativa”, para que possa exprimir o seu sofrimento e só assim conseguirão estabelecer as melhores estratégias para um cuidado de sucesso) e toque (o toque envolve um ato de carinho; um aspeto afectivo. Preferencialmente, o toque (contacto físico) deve ser iniciado pelo ombro, braço ou mãos).

Estudos demonstram que a Humanitude tem vindo a revelar inúmeros ganhos na qualidade de vida de doentes acamados, com demência e outras situações de fragilidade; contribuindo para o equilíbrio psicológico e um maior bem-estar.

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