Em Destaque Psicologia

SER PAI

Todos somos filhos. Mas nem todos somos Pais. Sabemos o que é preciso fazer para se ser Pai. Mas para saber ser Pai as coisas complicam-se e o curso nunca está completo… e não há repetições! Nos Seres humanos, dada a sua complexidade tem que se ir mais além que o mero instinto biológico de proteção e/ou sobrevivência. Para os humanos a Vida tem de ter um Significado e Propósito…

Provavelmente todos os Pais se lembram quando pegaram pela primeira vez no recém-nascido… e a partir daí a Vida nunca mais foi a mesma. A visão que tínhamos da vida modifica-se completamente, pois viver e sentir a nova situação está para além de qualquer conhecimento cognitivo. A paternidade responsabilizou de uma forma mais intensa (para além do que o profissionalismo e ética exigem) a minha atividade de Professor/Formador e Coach, em que estamos a interagir com o outro Ser humano, que também é filho de alguém!. Curiosamente, é isso que igualmente gostaríamos que os outros profissionais fizessem com os nosso filhos!

Acompanhar o desenvolvimento físico, psicológico, emocional e espiritual da criança é algo fantástico, que tem ser sempre bem “alimentado” com base no respeito, tolerância, compreensão e aceitação do outro. Não há Pais perfeitos e nem filhos…. Os conflitos surgem (e ainda bem!) e é preciso resolvê-los da forma mais consensual possível. Obviamente que o Sim deve ser dito, tal como o Não, mas sempre acompanhado de uma justificação adequada à idade. A compreensão do “porquê” e “para quê” são fundamentais para que a criança compreenda as regras de socialização e reflita sobre as suas tendência inatas. É pois imperioso que desde cedo a criança saiba e compreenda que tudo o que faz (aquilo que pensa, aquilo que diz, a intenção daquilo que faz e o ato em si) têm sempre consequências “positivas”. Algumas dessas consequências, embora positivas causam “sofrimento”, (mas permitem refletir e ajustar a ação), as restantes causam sensação de “felicidade”, prazer e entusiasmo e induzem à sua intensificação.

Ser Pai não é ser o “chefe” da família, mas sim ser mais um no agregado familiar promovendo o trabalho colaborativo.

Ser Pai é aceitar seu filho e o desafio de o Educar para que seja bem-sucedido e feliz.

Ser Pai é “permitir” a queda do filho, amparando-a e mostrar que não era por ali…

Ser Pai é “dar” a liberdade que nunca se teve, para testar a responsabilidade.

Ser Pai é promover a responsabilidade dos atos e suas consequências.

Ser Pai é promover a curiosidade, o estudo, o conhecimento, a reflexão e a meditação.

Ser Pai não é achar que se “sabe tudo”, mas cada vez mais cedo, aprender com os filhos.

Ser Pai é saber cozinhar (comida vegetariana!)

Ser Pai é estar sempre disponível para ajudar os filhos, em tudo o que for ético.

Ser Pai é saber que os “seus” filhos não são propriedade sua.

Ser Pai é saber que Amar é libertar.

Ser Pai é permitir que os filhos sigam os seus sonhos e não os dele!

Ser Pai é querer ver os filhos felizes, interessar-se por tal e contribuir para isso.

Ser Pai, não se explica, Vive-se.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.