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UMA EPIDEMIA CHAMADA SARAMPO – COMO ATUAR?

O Sarampo é uma doença altamente  contagiosa, causada por um vírus  cujo período de incubação  é de cerca de doze dias (tempo entre o contágio e o aparecimento da doença).

Manifesta-se por febre, erupção cutânea que se inicia na cabeça e depois vai descendo pelo corpo, tosse, perda do apetite, conjuntivite e mal estar geral

As manchas de koplick (são pequenos pontos brancos- máculas, com halo branco eritematoso difuso,  que aparecem na mucosa bucal, antecedendo o exantema s), são patgnomónicas do sarampo..

O tratamento implica isolamento dos doentes infetados, repouso, ingestão de grande quantidade de líquidos, boa alimentação, cuidados de higiene, especificamente limpeza das secreções oculares e tratamento sintomático.

Nalguns casos poderá haver a necessidade de prescrever medicamentos que aumentem a imunidade.

Segundo a OMS os casos de Sarampo na Europa aumentam 400% em cada ano.

Em 2017 o aumento foi de 400  % em relação a 2016. Esta doença afetou 21.3 mil pessoas na Europa. Foram mais de 20.000 casos de Sarampo  e 35 pessoas morreram em 2017, podemos classifica-lo como  uma tragédia que simplesmente não podemos aceitar” diz  Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

Foram despoletados grandes surtos, dos 53  países europeus 15 tiveram surtos.

Ministros da Saúde de 11 países europeus reuniram esta semana na Republica de Montenegro, nos Bálcas, para debater soluções para enfrentar o surto do sarampo no continente e a importância da imunização.

Mais de 87% das pessoas que contraíram a doença não estavam vacinadas.

A Roménia foi o país mais afetada com 5562 casos, seguido da Itália com 5006 casos e da Ucrânia com 4767.

De acordo com as informações da OMS, surgiram surtos na Grécia (967), Alemanha (927), Servia (702), Tajiquistão (649), França 520, Federação Russa (408), Bélgica (369), Reino Unido (282), Bulgária (167), Espanha (152), Republica Checa (146) e Suíca (105).

Segundo a  mesma fonte (OMS)  dos 53 países europeus, 15 tiveram surtos de sarampo, principalmente a Itália, Roménia e Ucrânia. Nessas Nações, houve declínio da cobertura de vacinação de rotina, o que gerou cerca de 5 mil casos ou mais em cada país.

Alemanha, Bélgica, Bulgária, França, Espanha, Reino Unido e Rússia também tiveram centenas de casos de sarampo o ano passado.

Sempre que surge um caso de sarampo despoleta  uma chama viva de comunicação e de alerta de que as crianças e os adultos não estão vacinados.

A OMS disse que já estão em prática ações para evitar novos surtos incluindo melhoria do planeamento e na logística dos stocks  das vacinas, consciencializando o publico sobre a doença e imunização de pessoas com mais risco de contrair o sarampo.

Portugal não ficou excluído deste infortúnio, que por incrível que pareça foi despoletado na esfera intra –hospitalar pública deixando assim bem clara a necessidade de mudança de novos modelos e de um maior investimento no SNS Português.

Este alerta é um enorme desafio, para os próximos anos e obriga a pensar no investimento que se tem de fazer para que crianças e adultos não corram riscos  de contrair a doença.

Evitar a sua propagação implica, vacinar, mantendo coberturas do Plano Nacional de Saúde a 100%.

Para minimizar este drama há que insistir na obrigatoriedade de manter o Plano de Vacinação Atualizado e cumprir as instruções da Organização Mundial de Saúde (OMS) e manter os Públicos com a dignidade de merecem, criando as condições para que os doentes sejam tratados de acordo com a Legis Artis.”


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