Home>Em Destaque>DAR VOZ ÀS EXPRESSÕES FACIAIS
Em Destaque Saúde e Vida

DAR VOZ ÀS EXPRESSÕES FACIAIS

A Andreia Matos tem 25 anos e é natural de Vila Real. Licenciada e mestre em Engenharia de Reabilitação, especializou-se em programação e na área da interação “homem-computador”, desenvolvendo diversas ferramentas que auxiliam o acesso ao computador.

A maior motivação para o desenvolvimento desta solução tecnológica, o Smile Access, foi a necessidade de aumentar a qualidade de vida da sua prima que tem uma doença neuromuscular degenerativa: “a minha prima foi a maior motivação para eu ingressar neste curso e muitos dos trabalhos académicos desenvolvidos tiveram sempre ela como a base/exemplo para o seu desenvolvimento. Exemplo disso é a minha dissertação de mestrado que toda ela é focada na minha prima”, esclarece.

BÁRBARA FERREIRA FOI A INSPIRAÇÃO DESTE PROJETO

Com 16 anos, Bárbara Ferreira tem uma doença neuromuscular degenerativa, “não tendo um nome específico devido à sua raridade. A doença tirou-lhe toda a mobilidade ao longo destes anos”, informa.

Depois de uma breve análise, concluiu-se que usar expressões faciais como modo de interação poderia ser a solução para este caso: “poderia ser uma mais-valia no dia-a-dia de pessoas com deficiência física”, adianta a entrevistada.

Durante o desenvolvimento do software, este vai sendo testado em várias pessoas, com diferentes características, “contribuindo, assim, para o desenvolvimento de um software mais robusto e fidedigno”.

Questionada se acredita que o projeto irá singrar no mercado empresarial, Andreia Matos diz que sim: “com esta campanha tenho recebido muitos contactos de pessoas com deficiência, pais, cuidadores, professores, terapeutas… com muito interesse no software para ser usado por pessoas com pouca mobilidade ou pessoas que não consigam comunicar. Por isso acredito que esta ferramenta vá trazer muita independência e qualidade de vida a muitas crianças ou adultos”.

ORÇAMENTO E PRAZOS

Licença do Matlab – 800€

Design e multimédia – 200€

Registo de modelo de utilidade – 240€

Registo de marca – 160€

Deslocações para testes em utilizadores e demonstrações – 60€

Comissões para o PPL – 140€

Quanto à origem dos donativos que tem recebido, a entrevistada confidencia que que os mesmos têm sido mais de pessoas particulares, no entanto, “há muitos donativos em anónimo que não sei de quem são. Alguns dos donativos são inclusive de pessoas que pretendem adquirir o software mais tarde, pois a campanha oferece algumas recompensas e sabem o quanto é importante a realização deste projeto para a vida de muitas pessoas”, remata.

Até ao momento já foram angariados 1261 euros dos 1600 euros necessários.

Para contribuir, basta aceder aqui.

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.