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AMIGOS REFÚGIO

 Já dizia Voltaire que “todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo”. E quando me refiro a amigos não falo daqueles que na hora da festa estão sempre lá connosco mas quando o aperto chega estão bastante ocupados com as suas próprias vidas. Falo sim dos amigos refúgio, daqueles que são um porto de abrigo, daqueles que quando o nosso mundo desaba, seja às duas da tarde ou às três da manhã, estão dispostos a ouvir-nos, a oferecer-nos consolo e a tentar colar os nossos cacos. E sim, até podem dizer que bem nos avisaram mas não deixam nunca de nos dar o ombro para a gente chorar.

Já me lixei com amigos. Quem nunca? Pessoas que gostamos e tratamos como se fossem família mas que depois simplesmente de um momento para o outro a vida coloca dificuldades e a opção deles é largar-nos. Fazer de conta que o vínculo, supostamente, tão especial que nos unia não existe nem nunca existiu. Fazer até que não nos conhecem. Não é também assim com os amores? Uma pessoa dá de si, tenta ser o melhor mas por vezes as outras pessoas não dão valor. Corações partidos, sim os amigos também nos conseguem partir o coração todos teremos. Resta ser sereno e apreciar aqueles que estão lá para remendá-lo.

E é a esses que me dirijo. Tenho a sorte de ter alguns assim. Já tive quem me falhasse mas também tenho aqueles que me defendem com unhas e dentes. Que não descansam até perceber o que se passa quando o nosso “Estou bem” não os convence. Que mesmo que não concordem com certas decisões que a gente tome estão lá para apoiá-las. Que não se cansam de tomar café connosco e de aproveitar todos os momentos que tenham ao nosso lado. Que marcam coisas e ligam a chamar-me de desaparecida e que têm saudades, sem ser fingidas, de dois dedos de conversa e de galhofa. Hoje não é o dia do amigo mas também não interessa. Para mim ter pessoas assim na minha vida faz com que essa data sejam todos os dias. São o meu tesouro, a minha família de coração, o meu alento nos dias mais difíceis. Por vezes posso parecer que não dou valor mas podem ter a certeza que sei a sorte que tenho. E agradeço por a vida de uma forma e de outra os ter colocado a cruzar o meu caminho. Apenas não nomeio ninguém porque ainda algum leitor da Bird se lembra de mos roubar e deles, lamento, mas não abro mão.


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