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A SEGURANÇA NÃO BASTA!

Por uma questão de organização precisamos de rotinas seguras, mas o ritmo da exigência leva-nos, por vezes, a vivermos em piloto automático.

Esta vicio começa cedo, na escola.

O ensino quer dar inteligência e acaba por fazer de nós máquinas, não dando tempo às crianças para brincarem livremente ou levando os adultos a programarem minuciosamente o amanhã, tornando o presente num checklist constante. Quando saímos da escola ​nos ​deparamo​s​ com uma realidade cheia de surpresas, com as quais ​não sabemos lidar.

Este mês consegue contar os dias em que fez tudo o que planeou?

E, assim, o presente vai sendo substituído pela frustração e um enorme peso de consciência.

A nossa espontaneidade é substituída por um programa, por um discurso minuciosamente preparado ou pelos pacotes de férias fechados. E, valha-nos o universo, se utilizarmos o azul quando a moda do ano é o verde.

Com todas estas regras, os dias fazem-se meses, os meses anos, até que damos conta vivermos mecanicamente.

A busca da perfeição, do cumprimento, da etiqueta, da segurança: não chega para nos sentirmos vivos.

Também precisamos da su​r​pressa, do furo na espera, para que os dias não sejam todos iguais; da aventura, para que esta rápida passagem – entre o nascer e o morrer – não se torne aborrecida e chata.

Com isto não quero dizer que discorde da necessidade organizativa para chegarmos aos resultados. A vida seria impossível se assim não fosse. A segurança é saudável, e necessária, permitindo-nos coabitar no tempo, sem nos deixamos levar demasiado nesta corrente e cada dia ser igual ao anterior, até cairmos no tédio.

Sigam o conselho que Sócrates nos deixou “conheçam-se a si mesmo” para que não se sintam agredidos quando julgados.

E é importante ir também perguntando: o que quero agora? o que eu sinto agora? o que me apetece agora? o que é que estou a fazer por mim? a minha vida satisfaz-me?

Se for preciso: mude de direcção!

A vida é muito curta para uma existência medíocre, deixando cair aquela pergunta chata e existencial: qual é o sentido da vida?

Volto no​ ​primeiro dia de Maio​ para voarmos juntos nos meus pensamentos.

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