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POETA E FILÓSOFO PORTUGUÊS EM PARIS

 Amorim de Carvalho foi uma das mais curiosas figuras dentre os intelectuais portugueses. Nascido na Foz do Douro a 17 de janeiro de 1904, passou uma parte da sua vida em Lisboa, antes de se deslocar para Paris, em 1965. De publicista e crítico literário, dedicou-se à Filosofia a partir de 1950. Autodidata, adquiriu com o seu exclusivo esforço pessoal, um vasto saber e cultura, chegando ao grau de Doutor na Sorbonne, em Paris.

Na sua adolescência, perdeu a fé religiosa. Recebeu a formação política, republicana e liberal dominante na época, portanto, a sua atividade estendeu-se a vários ramos. Deixou-nos livros de poesia; Bárbaros, O Apóstolo, Destino, Verbo Doloroso, Paz, Il Poverello, etc. Também nos deixou romances e trabalhos de crítica e valiosos livros filosóficos (Deus e o Homem na Poesia e na Filosofia). A obra (Tratado de Versificação Portuguesa), segundo Jorge Maia “Um pequeno e muito útil tratado sobre os processos de versificação em língua portuguesa. Faz uma explicação analítica dos processos de metrificação, considera a questão do ritmo, mostra a distinção entre versos simples e compostos, explicando a função da cesura. Explica a colocação dos acentos rítmicos nos diferentes tipos de versos. Considera também a questão da estrofe e, por fim, opõe o verso metrificado ao verso livre. Para quem quer fazer o árduo caminho de trabalhar poeticamente sobre a linguagem… (sic)”, obra que o poeta Rodrigo Emílio, considerava indispensável.

Amorim de Carvalho, depois de 1974, exilado desde 1969 em Paris e tendo-se mostrado sempre incompatível com o Estado Novo, Amorim de Carvalho publicou O Fim Histórico de Portugal (1), e algumas poesias de índole política.

Além das suas obras, também deixou uma placa na rua Gay-Lussac, n.° 52, no quinto Bairro de Paris, onde se pode ler : Dans cette immeuble a vécu de 1969 à 1974, Amorim de Carvalho, poète et philosophe portugais, mort à Paris le 15 avril 1976. “Neste prédio viveu de 1969 a 1976 Amorim de Carvalho, filósofo e poeta português falecido em Paris a 15 de abril de 1976”.

(1) Publicado postumamente, intitulou-se O Fim Histórico de Portugal, tratando-se de uma obra, marcadamente, política.

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