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Cidadania e Sociedade

HENRIQUE GARCIA – MAIS DO QUE UMA DEMOCRACIA

Sim é verdade, foram 48 anos dedicados ao jornalismo que chegam hoje ao fim, ou pelo menos, o jornalismo televisivo, com a apresentação do Jornal das 8 por Henrique Garcia, ao serviço da estação de Queluz de Baixo desde 2000.

Jornalista português, nasceu a 7 de fevereiro de 1948, em Lisboa.

Viveu sempre na capital e enquanto estudante frequentou o Liceu Camões, a Faculdade de Ciências e o Instituto Superior Técnico (IST). Participou ainda em cursos de cinema e de teatro e, posteriormente, em 1966, entrou para a Rádio Universidade. Henrique Garcia começou a interessar-se a sério pela atividade radiofónica e, em 1974, ingressou como locutor na Emissora Nacional. Entretanto, desligou-se definitivamente dos estudos de engenharia mecânica no IST. Ainda na Emissora Nacional trocou a locução pelo jornalismo, carreira na qual viria a ser figura destacada em Portugal. Até se mudar para a televisão, o que aconteceu em 1979, Henrique Garcia trabalhou sucessivamente no Clube Radiofónico de Portugal, na Antena 1 e na Rádio Comercial.

Em entrevista revela que gostaria de ultrapassar Fernando Pessa, que nos altos dos seus 90 anos fazia televisão, mas a empresa detentora da TVI, não deixou passar os 70 anos do jornalista para pôr fim à sua carreira televisiva.

Nas redes sociais, as mensagens de apoio e gratidão têm sido imensas, vindas de todos os setores:

Artur Albarran escreve: “Enrico, o mundo é muito mais fascinante do que o nosso relato. Vem vivê-lo “fora da caixa”. Abraço grande deste teu mano de sempre!”

Carlos Zorrinho:  Sempre admirei o profissional. A possibilidade de ter colaborado nos seus programas nos últimos anos fez-me admirar também o Homem. Felicidades Henrique.

Leonor Poeiras: Querido Henrique… ❤️ um professor! um charme! o maior dos cavalheiros! Tanto que me ensinou.. logo na minha estreia nos directos… OBRIGADA

Fátima Campos Ferreira: … Felicidade e aproveita a vida!

Marcantonio del Carlo: Talvez, e não porque somos amigos digo isto, o Henrique pode e deve ser considerado um dos melhores pivôs de sempre da televisão portuguesa. Ao contrário de tantos outros sempre se pautou pela seriedade e isenção. Nunca procurou a noticia espectáculo, o facilitismo e a banalidade. Deu-nos sempre a conhecer os factos como eles acontecem sem os enfatizar em nome de uma audiência. Bem haja Henrique. Quem perde não és tu mas sim todos nós que contavamos com o teu talento e honestidade ao vermos os teus telejornais. O que vai ser de nós agora?

João Fernando Ramos: Um grande abraço, meu querido amigo. Tens ainda muito para saborear depois desta carreira fabulosa.

Dina Aguiar: fizeste bem ! Um dia todos temos que sair . Deixaste a tua marca e foste feliz por fazeres o que gostas . Novos desafios se avizinham ! Agora é tempo de dares mais atenção a ti . Beijoca

Alexandra Borges:  GRANDE JORNALISTA…ainda me lembro com saudade da tua calma numa célebre reunião que tivemos à porta fechada com João vale e Azevedo. Lembras-te?

Esta noite, às 20 horas, será a despedida do homem jornalista que marcou profissionais da área, pela sua capacidade de isenção e de saber manter a fronteira entre o jornalismo e a sociedade espectáculo.

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