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SAÚDE PRIVADA

Em 2016, os EUA gastaram mais de 10 mil dólares por pessoa, em despesa com saúde, o que representa mais do dobro, dos gastos da média dos países mais desenvolvidos do mundo. Estes valores ascendem a 17,9% do PIB, constituindo uma despesa muito superior aos 10%, da generalidade das economias que pertencem à OCDE.

Os cidadãos e o Estado americano gastam mais, não só porque realizam mais exames e cirurgias seletivas, mas também pelo custo dos tratamentos. Em média, os custos com medicamentos e gastos hospitalares são cerca de 60%, superiores, ao que se pratica na Europa. Os custos elevados resultam de um mercado altamente fragmentado de seguradoras, no qual os consumidores possuem pouca capacidade negocial. A excessiva fragmentação do mercado de seguros de saúde leva a que os preços dos tratamentos variem de forma significativa, entre Estado, cidades e regiões, causando problemas de equidade. Além disso, o pessoal administrativo decorrente de um serviço de saúde totalmente privado aumentou, entre 1975 e 2010, 3200%, ao passo que o número de médicos, durante o mesmo período cresceu apenas 150%.

Analisando friamente os dados, podemos concluir facilmente que a privatização do serviço nacional de saúde, não iria melhorar as contas públicas, nem a qualidade do serviço, contribuindo, isso sim para criar bolsas de pobreza e mais desigualdade.

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