Cultura, Literatura e Filosofia

CRESCER?

Durante toda a nossa vida somos presenteados com diferentes experiências e diferentes realidades que moldam a nossa maneira de viver.

Quando somos pequenos, vivemos da maneira mais pura possível. As influências do ambiente familiar e da sociedade onde estamos inseridos, simplesmente, não existem. As ações não têm consequências, não estamos bloqueados pelo nosso pensamento, bem pelo contrário, sentimos a liberdade de sermos “crianças”. Somos felizes sem reservas, sem receios, sem algemas e sem nos preocuparmos com o que as pessoas possam dizer. Somos aceites assim…

Com o passar do tempo, essa aceitação vai se alterando. De repente, começamos a ouvir esta expressão: “Achas que ainda tens idade para andares a fazer isso?”. Nessas alturas, vamos começando a perceber as coisas que se vão passando à nossa volta. Na escola vai nos sendo exercida pressão para aprendermos o mais rápido possível. Um sistema é implementado que envolve a competição entre cada um para que no final possas arranjar um bom emprego, e que procures algo que “traga dinheiro”. Tudo o que pensavas que ias ter para sempre, a tua pureza, torna-se mais difícil de se ver porque é te dito constantemente que tens de ser assim, que tens de comportar desta forma e não daquela. Mas será que realmente é só isso que desejamos à nossa sociedade?

Sim, nós vamos mudando ao longo do tempo e compreendo que a mente humana precisa de ser estimulada, e não digo que tudo esteja errado com o modo como crescemos… Contudo, será mesmo o mais importante? De que vale ter um curso, um trabalho de “sonho” para muitos, ser aceite na tua sociedade como um alto membro desta, se, no fim de contas, a tua alma se sente vazia, se não te sentes feliz e acima de tudo, se não consegues desfrutar de todas as coisas que o Mundo tem para te oferecer?

Muda muita coisa, mas no final somos ainda mais prisioneiros e os seres “racionais” que somos são meramente uma fachada criada pelo modo como mudamos… Os seres humanos crescem? Talvez o corpo, os músculos e a suposta inteligência. Todavia, a alma continua num limbo inacabável, à espera de um momento para poder crescer e não ser deixada para trás.

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