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Saúde e Vida

INTERGERACIONALIDADE: AMARANTE EM MOVIMENTO

A intergeracionalidade é um tema cada vez mais discutido, analisado e “utilizado” na intervenção na terceira idade.

Na verdade a intergeracionalidade acaba por ser transversal nas nossas vidas, sem que nos apercebamos. Todos nós convivemos com pessoas de diferentes idades, em diferentes ocasiões e em variados contextos. No entanto, há medida que envelhecemos, torna-se mais difícil a vivência intergeracional, principalmente nos dias de hoje, onde os mais velhos são muitas vezes “encostados para o seu espaço”. Ou seja, é usual ouvirmos que um filho foi visitar os seus pais que ainda vivem sozinhos, mas que não levou os seus filhos (netos de quem vive sozinho) porque eles não quiseram ir…
Obviamente que não é transversal em todas as famílias, mas o que se percebe é que a relação dos mais velhos com os mais novos, se vai reduzindo drasticamente há medida que os mais velhos se vão tornando ainda mais velhos.

Trabalho na Santa Casa da Misericórdia de Amarante quase há 10 anos. A realidade é muito esta: filhos que visitam os pais (quando visitam) mas que não lhes levam os netos… E quando me refiro aos netos, não significa que sejam só as crianças. A dificuldade em manter a intergeracionalidade, talvez principalmente nas Estruturas Residências para Pessoas Idosas (ERPI), é muito grande e sente-se com as crianças e os jovens.

Felizmente, esta instituição é uma instituição aberta e disponível a receber. Por isso, temos o prazer de ter em vários contextos e de várias formas, crianças, jovens e adultos nas nossas ERPI’s.

Felizmente para os nossos idosos residentes, a intergeracionalidade é vivida e sentida mesmo estando institucionalizados. Desde os infantários às faculdades e até mesmo voluntariado, recebemos pessoas de muitas idades e com culturas muito diferentes. Beneficiam os nossos idosos, beneficia a instituição, beneficiam as equipas que lá trabalham, beneficiamos todos…

Conscientes da importância da intergeracionalidade e como forma de a partilhar e estimular a sua vivência, a Santa Casa da Misericórdia de Amarante criou um concurso direccionado a todos os Agrupamentos de Escolas e Instituições da cidade de Amarante.

O concurso, «Espantalhices» lançado em Março pretendia ser uma partilha de conhecimentos. Pretendia-se que o tema fosse debatido nas várias nas escolas e instituições e que fomentasse a “necessidade intergeracional”. Pretendia-se que desta discussão, analise e partilha se construíssem por diferentes mãos – das que iniciam a vida, às que estão na sua fase final – espatalhos maravilhosos.

O resultado foi fantástico: 42 espantalhos realizados por 17 escolas e/ou instituições que podem ser admirados na Alameda Teixeira de Pascoaes de 11 a 21 de Maio. Quer-se partilhar com a cidade o resultado das vivências intergeracionais e fomentar na sociedade esta vivência e a consciencialização para a sua importância.

Por isso, deixo o meu convite para que visitem esta fantástica exposição e se deixem maravilhar e encantar!

PORQUE VIVER A INTERGERACIONALIDADE TAMBÉM É VIVER A INCLUSÃO!

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