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NA ERA DAS REDES SOCIAIS, QUEM SERÁ A PRÓXIMA VÍTIMA?

Nos últimos 30 anos a humanidade revolucionou a forma de se comunicar. Mensagens que antes demoravam dias, semanas e até mesmo meses para serem entregues ao seu destinatário passaram a estar disponíveis instantaneamente, na palma de nossas mãos. No entanto, na era das redes sociais, o expressivo aumento no fluxo de informações fez com que a filtragem destas mensagens torne-se cada vez mais difícil.

Com o cenário apresentado, todo indivíduo torna-se autossuficiente para propagar suas ideias e alcançar milhares de pessoas em poucos minutos, sem muitas vezes se atentar para as fontes nas quais formula sua opinião. Fato é, que: A partir do momento em que uma informação foi propagada, torna-se impossível controlar, medir ou remediar suas consequências. Desta forma, é fundamental evidenciar o quão prejudicial pode ser divulgar informações das quais não se conhece a veracidade, seja de forma má intencionada ou não propositalmente, e ressaltar a importância da responsabilidade ao se utilizar as redes sociais.

E é nesse momento que conduzo o assunto para o meu lado. A difamação nas redes sociais talvez seja um dos maiores inimigos modernos dos médicos veterinários. De tempos em tempos um(a) colega Médico(a) Veterinário(a) se vê exposto(a) publicamente de forma injusta, normalmente por um antigo cliente insatisfeito, que ignorando procedimentos técnicos, normas éticas ou questões não inerentes ao exercício médico veterinário, se sente lesado e no direito de não somente tornar o ocorrido público, como também mover ações no âmbito jurídico. Segundo recente pesquisa realizada no Reino Unido, Médicos Veterinários possuem quatro vezes mais chances do que a população geral e o dobro de chance quando comparada aos demais profissionais da área de saúde de tirarem a própria vida. Os dados alarmantes são atribuídos à Síndrome de Burnout, que é originada pela exposição prolongada ao estresse no ambiente de trabalho.

Desta forma, por mais verídica que uma informação possa parecer, devemos nos atentar para os fatos, levando em conta o contexto e toda bagagem técnica e/ou teórica necessária para compreender a questão em debate, afim de que não sejamos injustos nos julgamentos. Afinal, “a partir do momento em que uma informação foi propagada, torna-se impossível controlar, medir ou remediar suas consequências.”

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