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Saúde e Vida

ANTES DE SER UM EXCELENTE PROFISSIONAL, SEJA UM BOM SER HUMANO

Depois de um período de ausência, confesso que perdi algumas horas a decidir o tema que iria abordar neste regresso à BIRD Magazine. Não foi fácil! A minha preocupação foi sempre escrever sobre temas na área da saúde, uma vez que se trata da minha área e, por isso estou como um peixe na água para falar do assunto. Podia falar sobre alergias, sobre os cuidados a ter com o sol, por se tratarem de temas actuais e naturalmente de interesse à maioria das pessoas. Podia escrever sobre imensos temas sobre os quais estaria mais à vontade. Contudo, a vida profissional marcou bastante a minha semana e este lema “antes de ser um excelente profissional, seja um bom ser humano” ganhou um destaque especial por isso, achei por bem deixar-vos a pensar sobre o assunto. Em todas as áreas o que procuramos são bons profissionais, pessoas capazes de dar a melhor solução possível para o nosso problema, o qual motiva a nossa procura por um determinado serviço. A formação académica fornece-nos as valências teóricas adequadas a cada área, porém o que distinguirá um bom profissional de um mau profissional? É a questão que se coloca. Bastarão as competências técnicas e científicas estarem asseguradas para que tal aconteça? O profissional antes de o ser é também um ser humano com todas as limitações que essa condição exige. Em profissionais que lidem com pessoas, ou seja profissões de contacto com o público, como é a minha área, essa condição humana torna-se mais marcante. Quem não gosta de lidar com pessoas deve procurar uma ocupação que possa ser realizada isoladamente, com o mínimo de interação pessoal. De certeza que Confúcio concordaria comigo ou não fosse dele a celebre frase “Escolhe um trabalho que gostes e não terás de trabalhar nem um dia da tua vida”. Ou seja, temos de trabalhar com o que gostamos para que isso não seja encarado como um sacrifício. Quando lidamos com o público, estamos diante de seres humanos que carregam várias histórias e, tal como nós passam por momentos bons e maus que condicionam a pessoa que é nos dias de hoje. Rara é a pessoa que procura o médico ou o farmacêutico porque está óptimo e feliz. Quem procura esses serviços provavelmente é porque está doente, a sofrer, com medo e dor, ou seja estará fraco e vulnerável, a precisar de força e esperança. Ninguém de perfeita consciência opta por sofrer, por ficar triste e doente. É nestas alturas que precisamos de colocar uma máscara, como se de uma forma de proteção se tratasse no sentido de não sermos absorvidos pelos problemas das pessoas que queremos apoiar. Contudo isto não invalida que não nos possamos colocar no lugar do outro para o ajudar. Isto é o mínimo a ser feito quando se trabalha com pessoas.

Tudo isto para dizer que, na minha opinião, a nossa forma de ser está marcadamente presente na forma como trabalhamos. É impossível que o nosso trabalho não sofra influência das experiências que vivemos, os traumas por que passamos, das alegrias que fizeram parte da nossa vida, pois isso formou-nos como pessoas na tão conhecida escola da vida. A dimensão humana e a dimensão profissional são indissociáveis e o sucesso profissional só poderá ser alcançado se os valores humanos estiverem presentes.

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