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FALSOS AMIGOS

 O fracasso, a dor, a doença aproxima as pessoas, provoca solidariedade e, por vezes, pena – como se fosse um género de empatia social. Mas nem sempre é.

Começa a ser preocupante a forma como é abordado o estatuto família, amigos, conhecidos ou colegas, com as nossas crianças, principalmente, antes de entrarem nas redes sociais onde todos somos amigos. Elas crescem confusas, sujeitas a frustrações e, não raras as vezes, perderem as relações mais importantes.

Ainda mais preocupante é o boato que os amigos se identificam com a partilha dos problemas, sem antes saber se são realmente amigos.

O verdadeiro teste da amizade é feito com a partilha, não dos problemas, mas do sucesso. Um amigo fica feliz com o sucesso que não seja o dele. Enquanto que os falsos amigos ficam incomodados, intolerantes e competitivos, elogiando meramente para elevar o ego e raramente nos lembram quem somos sem denegrir a nossa auto-estima.

Uma vez descoberta a diferença, verifica-se que os amigos são realmente poucos e isto acontece porque é esta a forma com que nos organizamos em sociedade. Criámos o processo de competição do berço, à escola, à vida profissional e até nas regras de evolução pessoal.

A competição é criada com o objectivo de estimular os desafios, a inteligência, a família ou a produtividade.

Será que a competitividade tal como alimentamos é saudável? Será que cumpre realmente os objectivos base? Será que não há outras formas? Ou será apenas a forma mais fácil?

Disputamos as notas na escola, os ordenados, os objectivos profissionais, as prendas de Natal e aniversário, a maternidade e paternidade, os casamentos, os divórcios e até a individualidade. Competimos como se fossemos comparáveis, regidos por um livro de instruções, onde os estremos ficam tão mal.

Este veneno consome-nos a vários níveis, desvalorizando a razoabilidade, a diferença que tão bem nos valoriza e até a competição connosco próprios.

Outra falácia é acharmos que podemos ter muitos amigos, quando sabemos que a amizade leva o seu tempo a construir e seria difícil fazê-lo com todas as pessoas com quem cruzamos.

Temos muitos conhecidos, bons conhecidos. Mas amigos, são poucos. E ainda bem, para que consigamos mantê-los, testemunharmos o crescimento dessas relações e a de nós próprios também.

Lembre-se que o seu verdadeiro amigo só quer o melhor para você e não faz mal ter muitos conhecidos, eles são bem mais importantes do que os falsos.

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