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UMA DESCOBERTA INESPERADA: FOI ENCONTRADO MAIS TEXTO NOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO

Fragmentos onde foi encontrado texto desconhecido pelos investigadores.

Desta vez vamos dar um pulo ao Médio Oriente, mais concretamente, ao Museu de Israel situado no Estado de Israel. Neste local encontram-se guardados os Manuscritos do Mar Morto, que agora, mesmo passado 70 anos da sua descoberta e do seu contínuo estudo continuam a esconder mistérios, ou melhor, textos. Textos esses que ocultos a olho nu tornam-se visíveis através da última tecnologia de imagem desenvolvida pela NASA.

Primeiramente, vamos lançar um olhar sobre a história destes afamados manuscritos.

Os manuscritos do mar morto são uma colectânea de textos e fragmentos de textos que foram descobertos numa caverna de Qumran, no trecho do Mar Morto, que fica na Cisjordânia em 1947. Estes achados foram descobertos por um grupo de pastores que ao procurarem um dos animais desgarrados localizaram os primeiros jarros cerâmicos contendo os textos. No total entre 1947 e 1956 foram descobertos perto de 900 manuscritos. Os fragmentos dos manuscritos, alguns com apenas um centímetro quadrado, foram escritos sobretudo em hebreu e codificados apesar de também terem sido encontrados manuscritos em aramaico e grego. A maioria foi escrita em pergaminho, mas outros foram escritos em papiro, e foi encontrado um registado em cobre.

Imagem em infravermelhos, que revela um fragmento do texto de Deuteronómio, o quinto livro do Antigo Testamento.

Datados do II séc. a.C até II d.C, não há consenso dentro da comunidade científica e académica sobre quem poderão ser os autores dos manuscritos que são compostos por textos de carácter explicativo, de sabedoria, apocalípticos e de calendarização, além de hinos e orações e que contêm também reproduções de textos da Bíblia Hebraica, que entre os cristão é conhecido como Antigo Testamento, sendo estes os exemplares mais antigos do texto bíblico.

A descoberta dos textos desconhecidos está integrada num projecto de cooperação entre a Autoridade de Antiguidades de Israel e a GOOGLE, projecto esse, que envolve a digitalização dos manuscritos para um maior e melhor acesso aos textos facilitando o seu estudo e preservando ao mesmo tempo os precários pergaminhos.

Uma análise por infravermelhos que foi possível graças a uma câmara de imagem multiespectral desenvolvida pela NASA revelou que dezenas de pequenos fragmentos de pergaminho aparentemente em branco continham vestígios de tinta.

Pequenos fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto.

Os novos textos que foram descobertos e descodificados por Oren Ableman, investigador da Autoridade de Antiguidades de Israel da Unidade de Investigação dos Manuscritos do Mar Morto, pertencem aos Livros de Deuteronómio, Levítico, Jubileus e Salmos sendo que um está relacionado com a orientação de um serviço no templo.

Mas o mais intrigante, segundo os investigadores, foi a descoberta de um texto escrito em paleo-hebraico, uma antiga forma de escrita Hebraica. Este texto não pode ser atribuído a nenhum manuscrito conhecido o que leva a acreditar que pertence a um manuscrito desconhecido.

“O que foi emocionante neste fragmento em particular é que eu pude dizer que a caligrafia não era idêntica aos outros fragmentos com este tipo de escrita… Isso leva-me a acreditar que estamos perante um manuscrito que não conhecíamos.” Diz Oren Ableman.

A nova descoberta foi anunciada numa conferência de imprensa dada pelos investigadores da Autoridades de Antiguidade de Israel na comemoração dos 70 anos da descoberta dos manuscritos intitulada “The Dead Sea Scrolls: Clear a Path in the Wilderness”.

São descobertas dentro de descobertas, mistérios dentro de mistérios; uma vez mais a tecnologia está a par com os investigadores no desvendar dos enigmas, neste caso específico, no adensamento dos mesmos.

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