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LIBERTE A CRIANÇA QUE HÁ EM SI

Longe vai o tempo em que para comemorar este dia fui selecionado para pintar um mural na extinta Escola Preparatória de Vila Pouca de Aguiar. Hoje, inúmeras escolas farão igualmente diversificadas atividades no sentido de tornar este dia mais significativo para os seus alunos. São momentos de partilha em ambientes de aprendizagem distintos onde se mobilizam “saberes” fundamentais para o desenvolvimento físico, mental, social e espiritual das crianças. Igualmente em contexto familiar ocorrerão “mimos extras” para tornar o pequenito ou pequenita mais feliz.

Mas esta não é a realidade para muitos milhões de crianças. Mais de 50 milhões de crianças encontram-se em cenários de guerra, desenraizadas dos seus ambientes e obrigadas a fugir. A cada minuto, 10 crianças com menos de 5 anos, morrem de fome ou de doenças relacionadas. Ou seja a cada 6 segundos morre uma criança! Em pleno século XXI, constata-se que 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem por ano devido a fatores ambientais! Não será pois necessário explorar mais este cenário que apenas nos envergonha enquanto Seres humanos!

Assim, elevando mais a “fasquia,” o dia mundial da Criança não é dedicado a elas. Infelizmente é um “aviso” para os adultos, pois a responsabilidade de tal acontecer deve-se a todos nós e principalmente a quem mais responsabilidades sociais têm. Na globalidade, falhamos enquanto adultos quando não conseguimos para todas estas crianças condições dignas para viver e consequentemente acesso à educação, saúde, liberdade, emprego e principalmente a uma vida recheada de muito Amor.

Mas, se por vezes estamos a falar de situações extremas e bastante distantes, será interessante que cada um pense o que pode fazer pelas crianças desfavorecidas do seu país, da sua região! Quando menciono crianças desfavorecidas, não são apenas aquelas de fracas condições económicas, abandonadas, dependentes de substâncias psicotrópicas ou abusadas! Mas também aquelas que apesar das elevadas condições económicas, encontram-se desfavorecidas de discernimento e andam dependentes de uma alimentação completamente desequilibrada (daí a obesidade…), de programas e séries de televisão completamente vazios de conteúdo (daí a sua ignorância sobre “saber viver”), de uma imagem extremamente produzida (daí a vaidade e a falsa autoestima), da elevada mesada do pais (daí o pouco valor associado ao esforço para conseguir algo), da materialidade do mundo (daí o vazio existencial em que vivem)!

Afinal, cabe a todos nós, como adultos e alegadamente responsáveis, proporcionar às nossas crianças equilíbrio entre todas as variáveis, para que possamos entregar-lhes um dia mais tarde a “condução” deste Planeta e sejam efetivamente capazes de o tornar ainda mais justo e ético para todos os Seres.

 

 

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