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Cidadania e Sociedade

A EUTANÁSIA NA VETERINÁRIA

A eutanásia tem sido um forte motivo de discussão nos últimos dias. Nos animais esta é uma prática corrente e perfeitamente aceite por todos. A eutanásia permite-nos proporcionar os últimos dias de vida de um animal sem sofrimento.
Será um acto egoísta? Estaremos nós a querer ocupar o lugar de Deus decidindo quando, como e onde terminar a vida de um animal?
Um tutor perante um diagnóstico de uma doença terminal, sem qualquer tipo de cura, sem esperança de se reverter, leva os cuidados paliativos até ao ponto de estes não serem suficientes para controlar a dor do seu animal. Será justo sofrer até o coração parar de funcionar? Os animais tal como os humanos sentem dor, talvez possam não ter percepção do futuro, mas o nível de dor é equiparável aos dos Humanos. Nenhum tutor consegue suportar a dor e o sofrimento do seu melhor amigo, dia após dia. O sentimento de impotência perante o sofrimento cresce a cada dia que passa e também os tutores entram numa espiral de sentimentos e o desgaste é tão grande, levando muitas vezes a esgotamentos e depressões. Tendo em conta o anteriormente descrito, a eutanásia, permite aliviar o sofrimento do animal e de quem o ama, pois nenhum ser vivo merece passar por tanto sofrimento nesta vida.
A eutanásia ou morte assistida como queiram chamar, é um acto feito diariamente nas clínicas veterinárias, sempre em animais que possuem doenças terminais sem qualquer tipo de reversão possível. Mas também há alguns “Tutores” que infelizmente pedem para eutanasiar um animal saudável só porque se fartou dele, inventando mil e uma doenças, supostamente diagnosticadas por outro colega. Cabe aos profissionais de saúde avaliar caso a caso e ser conscientes da sua decisão.
Nenhum Médico Veterinário tem prazer em fazer uma eutanásia. Até hoje, continua a ser um momento de profunda intensidade, de mistura de sentimentos, de sensação de nó na garganta. Por mais frequente que o acto se torne, nunca será menos doloroso, nunca se tornará indiferente. Nós estudamos para salvar vidas, para as mantermos e não para as terminarmos. Mas quando fazemos uma eutanásia sabemos que não há mais nada que possamos fazer por aquele animal a não ser permitir que parta em paz e com dignidade.
Ninguém deveria morrer, após meses de dores incessantes, presos no seu próprio corpo, incapazes de por termo a todas as atrocidades que a vida lhes reservou, no seu final de vida.

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