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MIAMI: NÃO É COMO IMAGINAS!

Sim, na realidade, e contra as minhas expectactivas nas minhas vastas visitas à América Latina, é Miami onde tudo acontece, todos os grandes negócios financeiros passam invariavelmente por esta cidade, um polo financeiro dos Estados Unidos e que está a tornar-se na capital financeira de uma região que nem sequer faz parte dela: A América Latina!

Para qualquer pessoa isto pode fazer alguma confusão, como é possível que uma cidade dos Estados Unidos, Miami, possa converter-se num importante centro financeiro para todo um continente sem que seja um importante centro financeiro dentro do seu próprio país?

Miami é uma cidade que soube aproveitar a sua condição periférica, investiu em turismo senior, investiu em laser e investiu também em ser um importante centro financeiro e de negócios para toda a America Latina, mesmo não fazendo parte dela.po

Estive em Miami em Junho para participar na mais importante conferencia de Bancos para a America Latina, foi uma experiência nova para mim. Fiquei surpreendido porque todos os bancos da America Latina (Bancos Comerciais e Bancos Centrais) participaram neste evento que, contou, com mais de 300 assistentes na plateia.

A minha pergunta obvia, era, porque motivo estavam todos em Miami para este evento e, mais importante, como era possível uma cidade dos Estados Unidos conseguir reunir a “nata” dos banqueiros da América Latina quando esta cidade pertence aos Estados Unidos

Se a pergunta era obvia, mais directa foi a resposta! Todos foram unânimes! Miami tornou-se num centro nevralgico para os negócios financeiros da America Latina (LATAM). Nos últimos 20 anos, Miami apostou claramente numa estratégia latina, ou seja, já que não podiam competir com o grande centro financeiro dos Estados Unidos (Nova Iorque), decidiram aproveitar a sua condição de Estado receptor de imigrantes oriundos da América Latina para convencer os Bancos desses países a abrir sucursais em Miami.

Não sejamos inocentes, porque Miami tem sido construida com dinheiro vindo do comércio ilegal da droga. Estamos a falar de milhares de milhões de euros. Os barões da Droga, sejam do México ou da Colômbia, elegeram esta cidade para investir e lavar dinheiro. Sim, a história é mesmo esta!

Miami, uma vez mais, soube ler o “mapa” e aproveitou-se do dinheiro que havia “à solta”, dando permissão a empresas “latinas” para construir os arranha-céus e cidade que hoje conhecemos.

Dinheiro sujo ou limpo, a realidade é que esta cidade converteu-se num importante Polo de negócios para toda a América Latina. Os grandes negócios são sempre acordados nesta cidade, e não espanta, por isso, que todos os bancos da América Latina estejam presentes. Bancos portugueses, também lá estão!

Conversando com os responsáveis dos Bancos Centrais da América Latina, todos me diziam o mesmo: Abrir uma sucursal em Miami garante prestígio se queres entrar no mercado, e também porque há benefícios fiscais bastante vantajosos que vale mesmo a pena considerar o investimento. Miami não é um off-shore, mas tem condições financeiras interessantes, e com a vantagem de estar inscrito num país como os Estados Unidos, marca relevante para mostrar solvência em qualquer país da América Latina.

Resumindo, o meu conselho a qualquer empresa portuguesa que queira conquistar o mercado “LATAM”, sugiro abrir operações em Miami (ou Panamá, também é uma excelente opção!). Mas, no caso de Miami, a grande vantagem (para além das fiscais), é o seu aeroporto. É possível viajar de Miami a qualquer capital da América Latina (sem paragens), e isto explica muito do sucesso de Miami.

Se é um investidor ou pretende estudar a abertura de um escritório na América Latina não vá pela logica, ou seja, Brasil (porque falam português e é fácil negociar com eles). Não! O Brasil é na actualidade um dos piores países para colocar o seu dinheiro devido ao seu regime fiscal.

Daquilo que pude perceber, o meu conselho é investir em Miami para poder operar em toda a América Latina e de forma neutral. Ao abrir operações e escritório em países como o Brasil, será extremamente difícil entrar no mercado Argentino ou Chileno. Porque há muita rivalidade entre estes países.

Mas…se operar desde Miami,  é sinal de uma empresa que cumpre todas as solvências económicas do continente e está numa cidade neutral para negociar com qualquer país.

Deixo aqui um video, como suplemento à minha crónica. Decidi viajar pelo centro de Miami e aprender como somos tão diferentes de eles.

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