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A ESTRADA DA BEIRA E A BEIRA DA ESTRADA

Tempos houve neste país em que se investia fundamentalmente no “betão”. Com efeito, somos um dos primeiros países do mundo, proporcionalmente, com a maior rede de auto-estradas por metro quadrado, 3087 kms, algumas delas com um tráfego anormalmente baixo e a pagar esses exageros, a “duras penas”, em PPP (s) que consomem anualmente ao orçamento geral do estado centenas de milhões de euros (cerca de 400 milhões só em 2017).
Paulatinamente, a aposta no “Betão”, foi assim na década de oitenta (até se justificava para melhorar acessibilidades), voltou a ser no início da década de 2000 e teve expressão máxima entre 2008 e 2011, fez com que as pessoas e setores fundamentais para a construção de uma sociedade decente como a Saúde e a Educação, fossem sendo remetidas para segunda, terceira ou quarta prioridade. Costa é globalmente um Primeiro-Ministro hábil e inteligente, e se é verdade que todas as obras são importantes, afirmar como o fez o Primeiro-Ministro, que “ao requalificar o IP 3 estamos a decidir não efetuar progressões nss carreiras e nos vencimentos” há afirmações e analogias quando produzidas, que até podem ser “populares” aos olhos dos autarcas dos municípios atravessados pelo IP 3 ( troço  Coimbra/Viseu), mas não são bem recebidas noutros setores, não o prestigiam (espera-se de um governante que não confunda “a estrada da Beira com a beira da estrada”) e retiram-lhe popularidade e muitos votos. No passado,  vimos o resultado que deu, mas não aprendemos com os erros. Vamos ver agora no que isto vai dar.


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