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Cidadania e Sociedade

O DIREITO À CRENÇA

“ É loucura odiar todas as rosas, porque uma te espetou “ – Antoine de Saint-Exupéry em “ O Principezinho”.

Hoje, começo com uma frase retirada de um dos melhores livros que li. Um livro representativo de algo que tenho vindo, sucessivamente, a comprovar. O valor do Ser Humano ou, pelo menos, de grande parte de uma humanidade que muitos teimam em condenar.

Generalizou-se a crença de que as pessoas “não prestam“. Como se os espinhos de alguns representassem toda a humanidade. Todos se tornaram corruptos, egocêntricos, criminosos, maldosos e desumanos. Já ninguém repara ou valoriza a bondade. Já ninguém aceita que ninguém é perfeito. Já ninguém coloca em destaque o que os seus pares têm de bom. E isto é, sem rodeios, colocarmo-nos a um nível inferior. A falta de humildade, da capacidade de reconhecer que não somos perfeitos, coloca-nos ao nível de toda uma  sociedade imperfeita.

Raramente aceitamos que alguém possa ser capaz de um gesto nobre, sem imaginar que más intenções estarão por detrás do aparente desinteresse nas contrapartidas.

Continuo a acreditar na bondade desinteressada, na genuinidade, na perfeição de não ser perfeito. Talvez por esse motivo a vida me traga, em rasgos generosos, pessoas que se doam sem reservas. Insisto, teimosamente, em ver as pessoas com lentes cor de rosa. Creio, ferverosamente, que as  retribuem o que lhes damos. E, por vezes, também temos o direito de dar pouco ou nada. Assim como, por vezes, os outros têm o direito de não retribuir.

Defenderei, sempre, que a paz reside na tolerância e na aceitação do outro, assim a sua liberdade de Ser não atente contra os direitos ou integridade física e/ou emocional de humanos ou animais.

No dia em que aceitarmos as nossas imperfeições, aceitaremos as dos outros. E esta é uma caminhada que todos deveríamos cumprir, mais cedo ou mais tarde, no nosso percurso de vida.

Sejamos o exemplo e não o dedo que aponta.

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