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SINAIS

Não foi fácil escolher um tema para iniciar esta minha participação na BIRD Magazine. Da poesia à prosa poética, da minha profissão (agente da PSP) às “teorias da conspiração” passando por todas as interpretações alternativas de muitos eventos históricos, não faltariam temas para aqui serem discutidos. Optei por não “assustar” os que desconhecem os meus quase 20 anos de investigação sobre “o outro lado da História”. Pouco a pouco lá chegaremos. Hoje irei, por isso, de forma descontraída, abordar um dos grandes flagelos da circulação rodoviária. Algo que, para uns, encontra-se em extinção e algo que, para outros, é incorretamente utilizado: os avisadores de mudança de direção, os vulgarmente denominados “piscas”.

Tal como o nome indica, são AVISADORES… de mudança de direção, de faixa ou de imobilização do veículo. Ou seja, avisam/informam os restantes veículos da manobra que irá seguir-se. No entanto, assistimos a dois principais fenómenos. O primeiro diz respeito aos que, simplesmente, não fazem nada ou apenas o fazem quando o veículo já se encontra com a manobra efetuada, seja ela qual for. Ou seja, um típico “eu sei para onde vou e o que quero fazer e não tenho que dizer nada a ninguém” …

O segundo, e o mais irritante, diz respeito aos que mudam de faixa e se inserem igualmente no primeiro grupo (não sinalizam a manobra ou quando a fazem, já lá estão); e os que mudam de faixa e, por terem feito “pisca”, todos os outros são obrigados (pensam eles) a deixarem-nos passar e, em alguns casos, até desaparecerem, tal não é a forma brusca como o fazem! E ai de quem buzinar! Lá vem o esbracejar, o “eu fiz pisca, não viste?” e o “só tens que esperar” …

Não, meus caros…

O sinal é de AVISO! Não passa a dar e facultar qualquer tipo de prioridade a quem efetua a manobra; e os outros veículos não são obrigados a pararem imediatamente e, repito, quase que a desaparecerem da faixa porque o outro… fez o “pisca” e quer mudar de faixa! Isto, naturalmente, não invalida que se possa facilitar.

São coisas simples de perceber, pensaria eu. Com mais de 20 anos de Polícia, há situações que dispensariam qualquer artigo no Código da Estrada. Bastaria um pouco de bom senso e de consciência. Infelizmente, esta última palavra está também prestes em entrar em extinção no nosso vocabulário. Estamos cada vez mais desumanizados, alienados, formatados e reféns de estilos de vida focados apenas no consumismo e no materialismo.

Mas isso são outros sinais…

Irei falar deles daqui a quinze dias.

Até lá, “sinalizem-se” quando circularem nas vossas viaturas e nunca se esqueçam da verdadeira prioridade como seres humanos. A vossa consciência agradece.

Paz.

 

 


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