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75 MIL IMIGRANTES EM PORTUGAL – CONCORDO

Governo defende a entrada em Portugal de 75 mil imigrantes. Por que concordo com esta medida?

Esta é uma das várias soluções para combater o declínio demográfico e uma anunciada tragédia social se nada for feito para a evitar.

Em 2080, portanto daqui a 62 anos, já cá não estarei , mas penso no país em que vão viver as minhas filhas e eventuais netos (as). Nessa altura, segundo os últimos estudos sobre a matéria e as previsões de sociólogos, seremos em Portugal pouco mais de 7 milhões de portugueses, contra os atuais 10 milhões, situando-se a média de idades nos 53 anos, vivendo mais de dois terços dos portugueses, numa faixa litoral de norte a sul, até 50 kms da costa. Ora, este fator, se não for mudado ( se este país não conseguir “fintar” o destino) estaremos perante uma “tragédia social” de consequências inimagináveis. Não haverá portugueses em idade ativa em número suficiente, que consigam pagar as pensões de reforma a outros portugueses que trabalharam durante 40 anos. Não seremos seguramente um país de jovens. E sem jovens, não haverá futuro. A segurança social, nesse cenário de acentuada perda demográfica, deixará de ser sustentável. A nossa economia não crescerá de forma robusta com um número de habitantes tão limitado. Perante este cenário, há várias hipóteses:

A) incentivar políticas corajosas de apoio à natalidade. O PSD avançou com algumas medidas interessantes nesse sentido. Gostaria de ver o PS e a esquerda a avançar com propostas de novas políticas de natalidade.

B ) dar oportunidade que cidadãos de outros países, possam vir viver e trabalhar para Portugal, contribuindo dessa forma com a sua força de trabalho para ajudar a desenvolver o país e combater o declínio demográfico.

C) Paralelamente, é necessário desenvolver políticas ativas de emprego, que façam regressar muitos milhares de portugueses e também aqueles em cuja formação o país investiu fortemente e que tiveram de o abandonar nos tempos da troika.

Se tudo isto for conjugado, será possível inverter o declínio demográfico.
A outra alternativa (pouco inteligente e que não se preocupa com as novas gerações) é “meter a cabeça na areia” e fazer de conta de que o que se vai passar em 2080 não é nada connosco, porque já cá não estaremos.


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