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Cultura, Literatura e Filosofia

A DIMENSÃO DOS SONHOS

“Esta é a história quase verídica de Eduardo. A bola de sabão que sonhava encontrar outras bolas, na terra dos sonhos das bolas de sabão. Tudo começou, quando Vitória, a menina das tranças, soprou no seu frenesim de criança, e transformou a mistura de água e sabão perfumado de alfazema, numa colorida e brilhante bola voadora; assim nasceu Eduardo, a pequena bola de sabão. Eduardo era empurrado pelo vento, o senhor Ventania. 
-Para aonde vais? – perguntou o senhor.

-Para a terra dos sonhos das bolas de sabão – respondeu. Ao mesmo tempo, que era levado pelas correntes de vento, deixadas para trás pelo senhor Ventania. Eduardo rodopiava feliz, entre as nuvens de algodão.”

Como “Eduardo”, nós também imaginamos, nós também queremos encontrar a nossa terra dos sonhos. Os sonhos são como moinhos de água – agitam, animam a nossa corrente de água, a nossa existência. Os sonhos são pequenas partículas de viagens, memórias efectivadas pelo nosso interior e planejadas em sentimentos pelo nosso exterior.

Vulgarmente sonhamos com a realização do desconhecido. Ir ao encontro de algo novo, de forma a expressar o nosso contentamento. O sonho é também a base do nosso crescimento. Quanto maior é o sonho, mais poderoso seremos.

Celebrar os sonhos com uma certa frequência : É VIVE-LO. É assistir à vida, é acreditar que somos capazes de viajar mais longe, de lutar honestamente para encontrar a nossa terra da fantasia, a terra dos nossos anseios. Por vezes, vivemos com sonhos ordenados, sonhos escritos, sonhos que não têm a raiz do devaneio.

Citando Pessoa – Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso – os nossos sonhos são, também, toda a nossa vida.

Já pensou que pode tornar os seus sonhos em realidade? Também eles, querem ser apresentados ao mundo. O sonho é dado ou fornecido, logo é para ser aproveitado. A realização de um sonho é o alcançar de uma vitória; deverá ser comemorada como tal. Os sonhos mostram-nos que há ainda mais para ser vivido; derramam em nós o optimismo necessário para a nossa caminhada, para ir ao encontro de algo… Os sonhos antecipam uma continuidade do nosso Eu.

Sonhar inclui bem-querer. O amor, a satisfação, o orgulho positivo, ocupam o lugar central do sonho; é uma simples harmonia. O sonho transfigura a sua dimensão, torna-a hirta, acreditável.

Certamente já foi derrotado por um sonho que não cometeu. Testemunhou as vitórias dos sonhos dos seus amigos. Desejou tantas vezes não querer sonhar. O sonho estará sempre presente em nós. É uma comunhão do nosso subconsciente com os nossos desejos.

O sonho será sempre a semente, a água e o fruto. Depois da semente ser regada e florir, nascerá o fruto, que existe em todos nós. Há que os saber saborear.
O sonho é também uma fonte de vida.

Sonhe! Acredite nos seus sonhos. E eles realizam-se!

“Eduardo emaranhou-se num bando de andorinhas que viajavam à procura da Primavera. Uma delas perguntou-lhe:
-Para aonde vais, bola de sabão?
-Para a terra dos sonhos – respondeu. 
Eduardo finalmente encontrou a sua terra dos sonhos, habitada por outras bolas de sabão. 
– Oh! Como é bom viver aqui.– disse.
A terra dos sonhos das bolas de sabão. Existe; como tantas outras terras de sonhos, que desejam ser encontradas pelos seus sonhadores. 
É o brilho das cores da vida, que tornam os sonhos possíveis de serem alcançados. Vamos sonhar.”


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