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SOS AMBIENTE

Numa época em que se evidenciam as características do humanismo, em que cada vez mais exaltamos os nossos direitos e a nossa necessidade de sermos felizes, constatamos que essa felicidade não será possível sem a preservação da natureza e dos animais.

No entanto, continuamos diariamente a lutar contra aquilo que será mais difícil de mudar no ser humano: a mentalidade.

Se sabemos, e temos de saber porque é amplamente divulgado, que devemos respeitar a natureza para salvaguardar o nosso futuro, como é possível que a poluição ambiental continue a ser ignorada?

Começa no simples gesto de um cidadão que atira lixo para o chão, nas famílias que teimam na preguiça de não separar o lixo e acaba nas empresas que, com vista a aumentar os lucros, ignoram as regras de separação de lixo, de emissão de gases, de despejo de poluentes nos rios, etc.

E o cidadão continua a fazer e a ver. Uns lutam como podem, outros nem por isso.

A verdade é que enquanto cada individuo não interiorizar que só sobreviverá se respeitar o meio em que vivemos não há hipótese de contornarmos a situação.

Não adianta virem afirmar que não aguentam o calor, que as tempestades estão mais fortes, que as correntes de água e os incêndios destroem as casas, as fábricas, as estradas, os campos, enfim a nossa sobrevivência, e ficar quieto.

Não adianta deitar as mãos à cabeça na hora da desgraça. O tempo não recua.

Se o solo está contaminado também nós estamos. Se o dono de uma fábrica despeja poluentes para o rio não está só a contaminar os outros. Está a envenenar a própria família e os terrenos de onde virão o que ele e os seus filhos e netos vão comer. Se as fábricas lançam gases para o ar não são só os outros que vão respirar químicos. Também os familiares de quem lá trabalha vão sofrer de cancros e problemas diversos ligados aos químicos respirados.

E depois diz-se que não se percebe porque é que agora há tantas doenças.

Diz-se que não se percebe porque é que os alimentos estão tão caros e cada vez têm menos qualidade.

Diz-se que não se aguenta o calor, que há cada vez mais cancros de pele, que a terra não produz…

Enfim. Diz-se muita coisa. Mas faz-se pouco!

O estado lá vai ditando algumas leis mas não esquece os interesses económicos – a salvaguarda não só dos cidadãos mas também da economia.

Não se pode comprometer o desenvolvimento.

Não se pode baixar a produção.

Não se pode diminuir o lucro.

Amigos, não se pode é aguentar mais!

O planeta não tem recursos ilimitados e o ser humano, assim como todas as espécies, só nasceu com uma garantia: a de que vai morrer. Nada mais é certo, garantido ou nosso para sempre. Nada nos é dado.

Se queremos qualidade de vida temos de fazer por isso.

O futuro da sua saúde, da saúde dos seus familiares, a sobrevivência de todos nós não depende dos outros.

Depende de todos nós.

Depende de cada um de nós, de todos nós.

E já é tarde para começar. Já é tarde para reclamar.

Mas já diz o velho ditado: “Mais vale tarde que nunca”.

Dá que pensar não dá?

One thought on “SOS AMBIENTE

  1. Todos nós gostamos de passear na natureza, por estradas junto ao rio, por zonas frescas, seja simplesmente a caminhar, de bicicleta ou algum tipo de piquenique…é bom, sabe bem! …E também sabe bem deitar o frasquinho do iogurte acabado de beber para o chão, a prata da barra de chocolate, uma garrafa de plástico vazia…enfim, uma porcaria! E dizem-se amantes da natureza com este tipo de comportamento…eu chamo-os de PORCOS e IRRESPONSÁVEIS.
    Sempre bom este tipo de artigo para ver se esta malta acorda! Parabéns!

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