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MENOS AMADOS? NÃO, AMADOS DE FORMA DIFERENTE!

Amor paternal e formas de o demonstrar… A cada passo lá se vai ouvindo falar no assunto e nas diferenças que têm vindo a acontecer ao longo dos anos. Segundo alguns, na geração em que em cresci, o relacionamento com os pais era vivido quase “em regime militar”. Na minha opinião e tendo como base a minha experiência pessoal, a diferença é que um “não” bastava, e muitas vezes esse “não” chegava em forma de um simples olhar sem qualquer explicação sobre o mesmo. No meu caso concreto, acho que não cheguei sequer a sentir necessidade dessa explicação, porque simplesmente o entendia.

É um facto que os pais, salvo raras exceções, nem sequer falavam tão abertamente como atualmente o fazemos com os nossos filhos, mas será que, de uma maneira geral, não se dão agora demasiadas explicações? Concordo que os tempos evoluíram, e que a educação de um filho se faça hoje de uma forma mais próxima, mas há situações em que se entra no exagero, e chegado a esse ponto, o que seria suposto ser educação, passa a simples permissão!

Mas voltando ao amor… Cresci num tempo em que o amor paternal não era demonstrado por palavras, mas por olhares… e gestos. Um olhar bastava para sabermos o que ia no coração dos nossos pais, um simples gesto terno tinha o significado de mil palavras. Por exemplo, as imagens mais doces que me ficaram da infância, estão nas noites de inverno, todas sem exeção, em que o meu pai passava pela minha cama e me aconchegava os cobertores bem junto ao corpo de forma a protegerem-me do frio o melhor possível, estão na ternura que aquele simples e confortável gesto me transmitia… Gesto que repetia cama a cama, com todos os filhos, até que finalmente se dirigia ao seu quarto e finalmente descansava. Haverá maior prova de amor?

Atualmente, claro que também nos preocupamos em proteger os nossos filhos do frio, e de várias outras coisas que os nossos pais nos permitiram descobrir sozinhos. E ao contrário deles, passamos a verbalizar, com a frequência que achamos por bem, a palavra “amo-te”, mas nem por isso os amamos mais do que fomos amados no silêncio das palavras, na pureza dos olhares!

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