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Cidadania e Sociedade

NÓS E OS OUTROS

Somos parte de um todo plural, marcado pela diversidade e pelas infindáveis diferenças existentes entres nós e os outros, desde as diferenças civilizacionais, étnicas, hábitos, crenças e ideias. A intolerância perante o outro, a descriminação e o desrespeito pela individualidade de cada um têm originado guerras regionais e mundiais, mas também muitos conflitos interpessoais.

Nós somos uma parte especializada da sociedade, o que nos acarreta uma experiência única, diferente de qualquer outro ser, mas é difícil assumirmos os erros e até procuramos fora de nós as culpas para os problemas: quando erramos a culpa é dos outros, quando estamos certos o mérito é nosso.

O comportamento é apenas a parte visível de um iceberg condicionado por uma imensa gama de fatores afetivos, cognitivos e culturais, mas também atua sobre nós a herança genética e o nosso processo de desenvolvimento e maturação. A maneira pela qual “percebemos” o outro e aquilo que a seu respeito presumimos tem influência a respeito de como nos comportamos em relação ao outro, mas também tem influência como ele reage em relação a nós.

Nós somos o que pensamos, por isso a forma como alimentamos os nossos pensamentos influencia as nossas escolhas e reflete a vida que temos e a vida que iremos ter para o futuro. Os pensamentos levam às ações, se processarmos sentimentos negativos com pensamentos e escolhas negativas apenas originarão resultados negativos, se carregarmos dentro de nós imagens autodepreciativas vamos ter a tendência para valorizar mais os outros e menos nós.

Nem todos somos bons, nem todos somos perfeitos: a nossa reação é influenciada pelas nossas crenças e pelos nossos valores, por isso é que não devemos dar ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas, porque matam os nossos sonhos e desejos. Devemos ter sempre presente o poder das palavras, pois tudo o que nós ouvimos e lemos afecta as nossas ações, mas também precisamos de cultivar estados mentais positivos, como a generosidade e a compaixão, que conduzem a uma melhor saúde mental.

Nos tempos atuais, em que se valoriza a individualidade temos dificuldade em admitir que precisamos uns dos outros, embora saibamos que muito do que pensamos e do que fazemos está ligado à interação com os outros; está ligado às relações sociais que mantemos, aos grupos a que pertencemos. Cada vez mais somos nós e os outros. O que nos faz sentir em sociedade é a partilha, por isso precisamos de aprender a ter manifestações de solidariedade, manifestações de apoio aos outros, para ninguém se sentir sozinho nos seus problemas individuais.

Para a construção de uma sociedade melhor, também é preciso ganhar consciência da necessidade de valorizar as semelhanças e a pluralidade, e respeitar as diferenças; respeitar a individualidade de cada um. Com determinação e força de vontade conseguimos ultrapassar barreiras inimagináveis.

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