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A ADOLESCÊNCIA DOS NOSSOS FILHOS

A adolescência, já se sabe, é um período complicado na vida de qualquer um.

Mas quando se trata da adolescência dos NOSSOS filhos aí as coisas complicam ainda mais.

Filhos criados, trabalhos dobrados…

Mesmo!

Vivemos os filhos desde que os concebemos. O mundo cai se sentimos que falhamos.

Somos nós que decidimos, somos nós que somos responsáveis para o bem e para o mal.

O aperto causado pela impotência quando estão doentes, o sumir do tempo quando temos tudo deles para fazer e se some o nosso eu.

A primeira prioridade são eles e depois eles, e depois eles e, só depois, nós.

A falta de horas de sono, a dedicação ao máximo e claro, o brilhar dos nossos olhos e do nosso coração quando correm até nós, quando nos chamam, quando nos sentimos orgulhosos.

É das entranhas que saem os filhos e é nas entranhas que os guardamos e que sentimos tudo a que eles diz respeito.

O primeiro sorriso, a primeira palavra, os primeiros passos, o primeiro dia de escola, o primeiro teste e PIMBA!

Chegou a adolescência!

Se nos queremos orgulhar de ter criado um ser humano responsável, se nos queremos deliciar com o seu desenvolvimento, com o comprovar das suas capacidades e da sua autonomia não há como evitar o resto…

Correto ou não penso que em relação à adolescência as raparigas têm uma adolescência bem mais marcante para os pais. Há muita hormona em jogo…

Autonomia implica sair das nossas saias e, por incrível que nos pareça, implica um estado de afastamento sem o qual não se sentem bem.

E é então que os filhos queridos não chamam mais por nós mas fecham a porta do quarto onde temos de bater e esperar autorização para entrar.

A sopinha que nós empurrávamos deixa de ser possível empurrar, as roupinhas passam a ser quase trapos (apesar de caras), o que os amigos têm é sempre sobrevalorizado, etc…

Não é fácil tentar estar presente quando o que eles querem é estar afastados ou com os amigos.

Some-se o nosso espaço e temos de reorientar o nosso GPS para voltar a dar de caras com o nosso eu.

Não se pode proibir ou mandar que viramos ditadores e já não dá para castigar porque já não são crianças.

Somos obrigados a desenvolver técnicas de conversação, apelar ao bom senso e, de vez em quando, em ato extremo de desorientação levantar a voz, morder os lábios e conter a frustração ou falta de orientação.

Metade (penso que estou a ser generosa) dos assuntos de que falamos são antiquados ou sem interesse.

As nossas  críticas raramente são vistas como construtivas.

Passear já não é uma escolha a dois.

Somos demasiado exigentes.

Temos muitos preconceitos.

Não percebemos nada de tecnologias.

Etc…

Etc…

Aquelas crianças que não nos largavam parecem precisar da nossa ausência para serem felizes.

Tanta noite mal dormida, tanta dedicação e preocupação e agora somos colocados na beira do prato.

E em que instante isto aconteceu…. Ainda ontem usavam chupetas e já falam em ir a festas de verão, passear com os amigos e ir ao cinema sem nós!

Que injustiça, nós que passamos horas a ver bonecada muitas vezes sem interesse nenhum (ou a aproveitar para restabelecer o sono nas cadeiras do cinema), agora só servimos para pagar as pipocas e o bilhete. Já nem para ir dormir podemos entrar.

É bem verdade que também fizemos isto aos nossos pais mas nessa altura não custou tanto (a nós).

Agora sim, custa… Estar deste lado não é fácil.

E  manter a nossa posição ainda mais difícil é.

Mas há que ser firme, não fugir dos nossos objectivos no que se refere à educação dos nossos filhos.

Esperar que o tempo passe e eles reconheçam o nosso valor (sabe-se lá quando).

O pior é que o tempo não passa só para eles…

Como ultrapassar estas dificuldades?

Na minha opinião só há uma maneira: um dia de cada vez e muuuuiiiito chá de camomila.


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