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ALOJAMENTO LOCAL

O alojamento local (AL) está cada vez mais dinamizado a nível nacional mas também a nível de Amarante. Para muitos o boom do turismo em Portugal fez disparar a oferta e criou milhares de postos de trabalho associados. Em 2020, a Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) acredita que este serão principal tipo de alojamento.

As vantagens competitivas do AL são a proximidade dos destinos turísticos, as experiências significativas, a busca por locais inexplorados, o contacto com a cultura local ou os novos nichos de inovação, como o surf, tudo tendências atuais do turismo muito ligadas ao AL.

Números de agosto revelam que 72500 propriedades estavam registadas como AL, em 293 concelhos, número que mais do que quintuplicou desde 2014, só em 2017 foram registadas cerca de 20 mil. Curiosamente, há que adicionar cerca de 2000 dos Açores que têm um regime legislativo e sistema de registo próprio. Para muitos pensadores do turismo em Portugal, o alojamento local permitiu o crescimento do turismo no nosso país, pois sem ele, seria impossível através da oferta tradicional, ou seja, hotéis e pousadas. Para mim, foi a necessidade que o site de reservas Airbnb obrigou, a quem quiser constar dele, a ter um registo oficial nas finanças, pois quem não existe na web, dificilmente existe. Senão continuaríamos a ver os tradicionais cartazes nas janelas e varandas a dizer: “Apartamento – aluga-se”.

O efeito de arrastamento do alojamento local faz-se sentir na criação de um grande número de empresas e de postos de trabalho destinados a apoiar a operação dos titulares, dos empregados de limpeza, lavandarias, wellcomers (pessoas que recebem o hóspedes no lugar do titular), à criação de empresas de tecnologia, Empresas e Animação Turística, são cada vez mais aqueles que, direta ou indiretamente beneficiam desta atividade.

De acordo com a ALEP a atividade de alojamento local é exercida por particulares e microempresas (80% dos proprietários exploram apenas um imóvel) o que funciona como um gerador de próprio emprego, em especial nos grandes centros urbanos. Estatísticas não oficiais apontam para que haja 33 mil famílias de dependem em parte ou na totalidade do rendimento gerado pelo AL.

Além da reabilitação urbana que está a transformar as cidades, Amarante incluída, o AL veio trazer uma gestão mais racional dos imóveis que estavam vazios ou passavam o ano fechados. Havia 730 mil imóveis vazios em Portugal.

Como consequência pode surgir a tendência de uma maior especulação imobiliária, mas isso é outra conversa.


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