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ECOVIA DE CHAVES A VERÍN

Disposta a pedalar na Ecovia Transfronteiriça do Tâmega, Chaves – Verín, encaminhei-me, bem cedinho até Chaves. Quando lá cheguei já me aguardava o Valter Alves e uns digníssimos 2,5 graus. Um calor outonal muito estranho, como se deve supor.

Enquanto aguardávamos por mais duas companhias do pedal, fomos tomar um café e comer o típico, delicioso e quentinho pastel de Chaves.

Seguiu-se o aquecimento para a empreitada que se avizinhava. Circulamos pela ciclovia das margens do Rio Tâmega que conformam o Parque Urbano da Cidade. Durante os 7 kms que perfazem este percurso bem pensei que congelava os dedos das mãos ou alguma parte em mim, exposta a estas aragens. O Sol, timidamente, decidiu tomar as rédeas da situação e foi aquecendo enquanto o Nuno e o Alexandre não chegavam.

Já passava das 9:30h quando iniciamos a viagem…

Esta Ecovia percorre toda a margem esquerda do Tâmega, entre o seu ecossistema ribeirinho, unindo as duas cidades através de um corredor de um valor ambiental indiscutível. É um paraíso para as aves e a fauna do rio. Com um piso maioritariamente de terra e plano, apresenta um nível de dificuldade baixo. Percurso de 32Km, que separam os dois ‘bairros’ da Eurocidade, em Chaves ou Verín.

A Ecovía do Tâmega é o resultado da integração real efetiva das administrações dos dois países. Desde o ponto de vista estrutural é a espinha dorsal da Eurocidade e elo de união do destino Chaves Verín. É um compromisso com a população local e sua qualidade de vida. Um projeto turístico e do meio ambiente que une ambos os núcleos urbanos e portanto oferece um serviço à população, gerando novos espaços de lazer.

A Ecovía do Tâmega nasce do trabalho conjunto da Junta da Galiza, Diputación de Ourense, Câmara Municipal de Chaves, Concelho de Verín e do AECT Eurocidade Chaves-Verín, que, em distintas fases e distintas frentes, nos complementamos para a construção deste corredor transfronteiriço. (Município de Chaves)

O ritmo do grupo era mesmo de passeio (não fosse eu ali, a comandar as tropas na retaguarda). Não pensem que sou lenta… apenas o guia levava as coordenadas do percurso todas trocadas e enganou-se, no mínimo, algumas vezes. Bem, estou a exagerar! As indicações ao longo da via não eram muito claras e induziam ao erro. Este trajeto peca pela má marcação. Com os enganos e retornos fomos “perdendo” tempo. Dado o avançado da hora consideramos, por unanimidade, não prosseguir até ao final da ecovia. Ainda corríamos  o risco de nos perder e dar a uma qualquer casa com um assado na mesa.

Fizemos o regresso já a um ritmo mais apressado. Não me admirei. Afinal tinham decidido que beberíamos um “caña” antes de entrar em Portugal. Foi um ver quem chegava primeiro que só visto. Quase houve atropelos e quedas na água… estou a brincar… eu passei um curto e estreito (para mim) passadiço, sobre um ribeiro, com a zica à mão e os rapazes não se atreveram a ir ao meu lado quando passámos bem perto do rio.

A poucos metros da antiga fronteira parámos para a bem abençoada, bendita, bem pensada e bem fresquinha caña.

Posteriormente as pernas ficaram um tanto estranhas mas deu para acompanhar os mister “speeds”.

Chegámos ao ponto de partida inteiros, sãos, salvos e sem arranhões nem pisaduras de 3º grau (esta parte era só para mim), graças ao facto da inexistência de barreiras separadoras nem obstáculos que assustassem a bicicleta.

O passeio em si foi extremamente agradável. Percurso tranquilo e companhia excecional. Não deu para muitas fotografias porque os PRO levantavam muito pó. A parte negativa mesmo foi o motoqueiro que vinha em contra mão. Mas creio que já tivesse no bucho umas quantas cañas… digo eu!

Companheiros do passeio, a vós tiro o chapéu (capacete) pela boa vontade em me acompanhar neste meu propósito e paciência em me aturar. Imensamente grata pela prazenteira manhã e pelos ensinamentos que me foram dando.


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