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RESISTIR À MUDANÇA

Mudar. De trabalho, de cidade, de estado civil. Mudar um projeto de vida, traçar novos objetivos.

Mudar é quase sempre aterrador. Há quem tenha a coragem para fazê-lo, há quem passe uma vida inteira a pensar na mudança que nunca chegará. O medo de falhar, a ansiedade em relação ao futuro e ao julgamento que os outros poderão fazer das nossas escolhas, condicionam o salto que planeamos detalhadamente, e nos detém quando pensamos que estamos prontos. Esquecemos a pior punição de todas: a de olhar para trás, no leito de morte, e refletir sobre o arrastar de uma vida infeliz, que culmina ali. E nesse momento, nós somos o nosso pior juíz e carrasco.

Haverá espaço para esse tipo de reflexão no momento final? Talvez sim, talvez não. Por isso, talvez valha a pena refletirmos sobre as nossas escolhas enquanto a saúde nos permite ter a força necessária para virar a mesa, para perseguir sonhos.  Enquanto o discernimento nos permite ir de encontro à certeza de que a nossa vida a nós diz respeito, e as nossas escolhas são o caminho que decidimos trilhar, assumindo a responsabilidade pelas consequências que daí advém. Porque como sabemos, se faz sofrer, faz aprender e se faz feliz, foi o que eu quis.

Deixemos de lado a ideia de que correr riscos é imaturo, se a própria vida é um risco que assumimos com gosto. Lambuzemo-nos dela. Ninguém vive as dores de ninguém, ninguém é feliz por ninguém.

Procurar a felicidade é quase um dever moral e uma consideração pela nossa condição humana. Talvez a entrada nos quarenta, me tenha levado a refletir profundamente acerca do que fazer com a metade da vida que me resta. O que tenho colhido desta “crise existencial”? Duas mãos cheias de pessoas com um enorme coração, a descoberta de um talento, a consciência de qual é o meu caminho.

As crises existenciais não são ridículas, são necessárias. São elas que impulsionam a mudança e a busca da felicidade. E não é para isso que vivemos?

Encontrem-se. Arrisquem.

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