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Saúde e Vida

UMA DOENÇA CHAMADA IMPACIÊNCIA

3… 2… 1… É o típico pensamento associado a uma inspiração profunda para tentar controlar a famosa falta de paciência. Definida, muitas vezes como um traço de personalidade, o termo impaciência deriva do latim impatientĭa-, “dificuldade de suportar”. Ao longo do dia, são vários os sinais reveladores de impaciência que  observamos nos outros e, que muitas vezes adoptamos inconscientemente. O homem na fila de trânsito buzina freneticamente esperando que esse jesto traga como que por um milagre um descongestionamento da circulação. O outro que desespera porque alguém demora a arrancar quando o semáforo passou a verde. O funcionário que observa constantemente o relógio, esperando que desta forma as horas passem mais rápido e chegue a hora de saída. A inquietação em que ficamos quando a conexão à Internet demora mais que cinco segundos. O adolescente na farmácia que abana a cabeça e se contor-se desconfortávelmente, enquanto emite, repetidamente o sopro estridente que espera ser incomodativo e ouvido  pela utente que esta a ser atendida a sua frente e que insiste em falar da cor da toalha de cozinha que vai oferecer a neta, simplesmente porque mora sozinha e não tem mais ninguém com quem falar. A criança que faz “birra” no supermercado porque não conseguiu o brinquedo que tanto queria. A mulher que toma o medicamento e quer que este tenha efeito no minuto seguinte. Profundamente aliada ao stress e cada vez mais presente numa sociedade que valoriza tudo que lhe permita fazer qualquer coisa com maior velocidade, a impaciência é uma conduta aprendida e como tal pode ser treinada. Ela está associada com a incapacidade de lidar com a frustração. Não obter o resultado desejado rapidamente, a princípio, não teria de causar inquietação. Já diziam os antigos “depressa e bem há pouco quem”. Contudo, assistimos a uma hipervalorizaçao do presente, onde a ausência de resultados imediatos se costuma transformar em fonte de angústia. Viver o hoje como se não houvesse amanhã? Sim, não poderia estar mais de acordo. Devemos aproveitar cada momento e não deixar para amanhã o que poderemos fazer hoje. Mas se o que podemos fazer hoje se traduzir em stress, inquietação e angústia será bem melhor deixar para o amanhã.

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