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ADEUS ANGELA MERKEL

Angela Merkel anunciou sua escolha para não tentar a reeleição como líder de seu partido e do país em 2021. Pensei que seria interessante olhar para algumas de suas conquistas em casa e no exterior.

Merkel tem sido chanceler da Alemanha desde 2005, e após o mau desempenho na eleição geral de 2017, e com a não ser capaz de formar um governo por mais de sete meses, é compreensível, não é surpreendente. Somente-se o primeiro-ministro britânico aceitar a dica.

Sob sua liderança, ela se tornou conhecida como a “Imperatriz da Europa”, as políticas mais notáveis foram durante a crise financeira, onde ela impôs política económica e conservadora clássica. Também conhecida como austeridade em troca de resgates para os PIGS (ou PORCOS) da Europa (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha).

Se dermos uma olhada em políticas domésticas, elas foram um pouco mais favoráveis do que as europeias, ela melhorou a economia alemã. Isso se deve ao fato de que ela não implementou o que ela impôs ao resto das economias do sul da Europa, durante a crise financeira, o gasto público aumentou – especialmente em gastos sociais e pensões.

Além disso, sob sua liderança, a Alemanha continua a ser uma potência em termos de exportações. Ao contrário de muitos países ocidentais, a Alemanha exporta mais do que importa.

Em questões sociais, apesar de ser membro de um partido conservador cristão, ela não tentou bloquear a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e tem sido acolhedora para refugiados, fugindo de países devastados pela guerra, como a Síria. Aceitar a obrigação legal e moral da Europa de ajudar aqueles de países inseguros, apesar da oposição e ataques feitos pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha, e mesmo que essa política tenha sido muito menos popular entre o povo alemão.

Uma coisa que mudou drasticamente entre 2005 e agora é a política externa em relação à Rússia. Merkel tem sido cautelosa com a Rússia, não desejando antagonizar, mas mantendo um diálogo constante sobre a disputa da Criméia. Ela enfatizou a outros líderes ocidentais que pressioná-lo demais poderia levar a Rússia ao caos político e económico, o que não seria bom nem para a Rússia, Alemanha nem Europa.

Seja qual for a sua opinião do chanceler, não se pode argumentar que, sem sua liderança, a Alemanha, a Europa e o mundo seria um lugar muito diferente.

A questão é se seria um lugar melhor ou não?


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