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Saúde e Vida

PACEMACKER NA PRIMEIRA PESSOA

Márcia Pinto, cronista residente na BIRD Magazine, veste hoje o papel de entrevistada para nos dar a conhecer um pouco da sua vida, sobretudo para nos relatar a sua situação clínica, aquando de uma intervenção cirúrgica, que a leva à colocação de um pacemacker.

Com apenas 28 anos, a jovem professora começa a sentir um cansaço extremo, que se prolongou no tempo, dado pensar tratar-se de trabalho excessivo, até que um dia alguém percebe que algo não está bem.

Márcia Pinto: Numa ida, de rotina, a uma podologista, ela disse que os batimentos do meu coração eram muito lentos, que era melhor consultar o médico de família. Assim o fiz, até porque o cansaço era exagerado, falta de ar…

Após o ECG, a médica de família prescreveu-me um ecocardiograma. Como fiquei preocupada fui a um cardiologista particular. Logo que me fez o exame, teve a noção de que teria que fazer um estudo mais aprofundado.

Este seria o início de uma caminhada que levou a nossa cronista a procurar um especialista na área.

Márcia Pinto: Esse primeiro cardiologista que consultei, após fazer ECO, Holter e prova de esforço, aconselhou-me a consultar um cardiologista especializado na área da arritmologia. Deu-me algumas sugestões, das quais optei por duas. Marquei consulta, particular, e fui vista por dois profissionais no mesmo dia. A simpatia e profissionalismo do Doutor Hipólito Reis cativaram-me.

Foi pelas mãos de Hipólito Reis que Márcia Pinto chega ao Hospital de Santo António, no Porto, unidade de cardiologia.

Márcia Pinto: Quando soube que tinha que colocar o pacemacker, estava no bloco operatório, tinha acabado de fazer um exame para confirmar a necessidade ou não de colocá-lo. Chorei, chorei muito. O meu marido que me aguardava na sala de espera, ao ver-me chegar nem foi necessário abrir a boca – ele percebeu que o teria de colocar, só pelo meu olhar.

E assim aconteceu, passadas duas semanas.

Márcia Pinto: A intervenção é relativamente simples, é feita com anestesia local. É feito um corte do lado esquerdo, na parte superior, e o pacemacker é colocado por baixo da pele e os elétrodos introduzidos no coração. O tipo de pacemacker é adequado à problemática do paciente.

Relativamente aos cuidados do pós-operatório:

Márcia Pinto: Não usar o telemóvel do lado esquerdo; não praticar desportos com contacto físico; não parar nos detetores de metais; não fazer ressonâncias magnéticas (os mais recentes já o permitem) e trazer sempre o cartão de identificação de portador de pacemacker.

Quase um ano depois da intervenção, Márcia é mãe pela primeira vez. Conta que teve alguns receios, mas acabou por correr tudo bem.

Márcia Pinto: Eu, na altura, fiquei muito assustada, porque achava que o pacemacker era para os “velhinhos” viverem mais uns anos, então falei com o meu marido e decidi engravidar para deixar uma parte de mim. Depois constatei que já se colocavam pacemacker em bebés. Felizmente, a medicina evoluiu imenso e, desta forma, ajuda a que as pessoas vivam com mais qualidade de vida.

Conselhos finais para os nossos leitores:

Márcia Pinto: O conselho que dou é que procurem um médico especialista, tirem dúvidas e não tenham medo! A vida dá-nos aquilo que sabe que temos capacidade de suportar. Mas a vida também nos dá coisas maravilhosas e é nisso que temos que concentrar as nossas energias!

A 30 de outubro do mês passado, completou-se 9 anos desta intervenção. Recorde-se a entrevista dada pela Márcia Pinto à SIC, acerca do Dia Mundial do Ritmo Cardíaco.


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