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Cidadania e Sociedade

USA A DIGNIDADE

Os Estados Unidos da América, constituem um referencial em muitas dimensões e são, incontornavelmente, um ator principal no palco mundial. Daí todo o interesse que gera qualquer situação que por lá aconteça. Uma eleição, uma decisão económica, uma decisão política, etc. Interessa porque sabemos, à partida, que involuntariamente estaremos envolvidos nos impactos dessas decisões. O mundo interage com os Estado Unidos e essa interação lança o interesse constante pelas dinâmicas americanas.

As eleições que decorreram esta terça feira, dia 06/11, não foram exceção a esta onda de interesse. Com um Presidente com um estilo muito próprio, o mundo ficou expectante sobre qual seria a reação dos americanos nestas eleições, uma vez que, obviamente, seria também o exercício presidencial a ser avaliado. E os americanos não defraudaram. Com os índices mais baixos de popularidade de um presidente dos EUA, a rondar os 40%, Donald Trump teve múltiplas derrotas, apesar de bradar vitória. É um facto que manteve a maioria do Senado, fator crucial para o seu mandato, mas mesmo no senado viu o reforço da posição democrata.

Mais, os americanos demonstraram que apesar de apoiar determinadas posições políticas de Trump, nomeadamente as económicas, que veiculam maior protecionismo e respeito pelos produtores americanos, da mesma forma discordam de posição mais fundamentalistas, como as posições xenófobas e de género. É assinalável, em termos de votação para a Câmara de Representantes, a vitória democrata em distritos como o Texas, Virgínia e até Nova York, demonstrando a capacidade de discernimento dos eleitores sobre as várias matérias em questão, assim como níveis de decisão política. Os americanos ainda não disseram um inequívoco não à política e estilo político de Donald Trump, mas assinalaram em muitas escolhas que repudiam um discurso segregacionista, xenófobo e persecutório. Estas conclusões retiram-se facilmente de eleitos, tais como, refugiados, muçulmanos, homossexuais e latinos. Para o Congresso, por exemplo, nunca foram eleitas tatas mulheres, tanta diversidade religiosa e diversidade racial.

Os Estados Unidos mostraram um respeito maior pela dignidade humana nestas eleições, fazendo passar mensagens através dos eleitos, do que pretendem. Uma sociedade forte, sem dúvida, mas aberta, dialogante e humanista. Um bom indicador dos eleitores, restando aos eleitos estarem à altura das expectativas depositadas.


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