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HIERARQUIZAÇÃO DAS COISAS

… O Chefe que manda mais, a roupa mais cara, o carro melhor, o rico, o pobre, o melhor amigo, a pior pessoa, o melhor médico, o melhor professor, o melhor marido, o pior namorado…., fazemos ou não fazemos isto todos os dias?

Quem instituiu a hierarquização das coisas, das pessoas, das profissões, das emoções? Podem vocês dizer, se não existisse isso era o caos, mas será que não caímos no exagero?!

Senão vejamos: todos sabemos que a hierarquia é uma ordenação contínua de autoridades que estabelece os níveis de poder e importância, ou seja, a posição inferior é sempre subordinada às posições superiores. No entanto, muitas vezes, somos confrontados com hierarquias em que quem está em posição hierárquica superior usa e abusa desse poder por se encontrar nessa posição. Isto verifica-se muitas vezes na hierarquia empresarial, na hierarquia da Igreja, na hierarquia das Leis. Mas, hoje, com este artigo, eu pretendo falar muito mais do que deste tipo de hierarquia, eu quero falar da hierarquia das emoções, das relações sociais, dos estereótipos da sociedade, dos preconceitos, da hierarquia das perceções.

Somos colocados hierarquicamente pelos outros, pela perceção que os outros têm de nós.

As emoções e as perceções distorcem a informação assertiva, logo, eu faço uma hierarquia de que este é rico ou pobre, segundo os sinais exteriores que ele apresenta, a profissão que tem, os sítios que ele frequenta, com quem ele se dá. Essa hierarquia nem sempre está certa, as perceções que os outros fazem, por vezes, nada têm a ver com a verdadeira realidade, eu transmito e mostro de mim o que quero transmitir e mostrar.

Somos seres humanos com grande capacidade de manipulação e com grande capacidade de esconder as emoções, logo vou parecer o que quero.

Através da nossa capacidade de autoconsciência do certo e do errado, temos que aprender no nosso dia-a-dia como lidar com a hierarquização das coisas que estão à nossa volta.

O nosso comportamento vai influenciar a forma como os outros nos hierarquizam na vida deles, qual é a nossa importância nos diferentes contextos de vida.

Também existem aquelas hierarquias que fazemos e não queríamos nem devíamos fazer, ou seja, por exemplo, hierarquizar os filhos, este é melhor, este porta-se melhor, este nunca me deu problemas, este é o mais parecido comigo, este vai longe… Aqui já estamos a colocar um em primeiro na nossa escolha e os outros a seguir.

Ou, então, no contexto das relações sociais, por exemplo, hoje estou sem vontade de ouvir esta pessoa, vou ligar antes a outra que é mais otimista, logo também aqui estamos a hierarquizar.

Hierarquizamos até o que sentimos, hoje sinto vontade de ir a este sítio…, porque me sinto bem, estou alegre, sinto-me feliz…, mais tarde penso não estou nada bem vou para casa.

Hierarquizamos o que fazer em função do nosso humor, das nossas vontades, do nosso estado de espírito e por vezes o feedback dos estímulos exteriores.

Não hierarquize tanto e viva mais o presente, seja mais espontâneo e reaja de forma otimista ao que a vida lhe vai oferecendo!

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