Cidadania e Sociedade

VIRTUDE

O Homem permanece em silêncio, observa, descobre, reflete, vive, aprende, traça o seu caminho, abandona os vícios do mundo,  fortalece, seleciona a virtude e a justiça numa união que determinará o percurso obrigatório para a obtenção da perfeição.

“ Virtude do latim: virtus é uma qualidade moral destinada à prática do bem e que traduz mais do que uma caraterística ou uma aptidão, cuja chama simboliza a alma, ilumina a vida, enriquece o amor espiritual que conduz à purificação, determina a evolução, frutifica e enriquece o saber.

Segundo Aristóteles a “virtude é uma disposição adquirida de fazer o bem e se aperfeiçoa com o hábito.”

É um atributo que funciona em conformidade com aquilo que se considera correto ou esperado, o que está de acordo com a moral, a religião e a ética.

A virtude orienta a conduta, define a dignidade, estabelece um modo de vida regrado e austero, elimina o orgulho, desperta a ignorância do homem conduzindo-o ao universo da meditação.

A Virtude simboliza o conhecimento, representa Sabedoria.

É também o condão, faculdade e o dom que reflete a luz do Sol e a Agua símbolo da vida da alma e da pureza, que apaga o que é material e alimenta o espiritual.

A virtude é uma aptidão para conseguir realizar os objetivos de forma eficaz, com mérito, sem esquecer o carater efémero da vida, cuja missão regula a morte do passado e conduz a meditação e alimenta a chama do amor espiritual e da purificação.

William Shakespeare: “alguns elevam-se pelo pecado, outros caem pela virtude.”

Com base na doutrina da Igreja Católica, e segundo Gregório de Nissa, a virtude é “uma disposição habitual e firme para fazer o bem”, sendo o fim de uma vida virtuosa tornar-se semelhante a Deus.

A Fé, a Esperança e a Verdade são virtudes que conduzem à felicidade porque nos aproximam da vida eterna, “vínculo da perfeição” simbolizam a dependência da consciência interior, a beleza espiritual e moral cujo pilar exprime o eixo do mundo, nos vários níveis do Universo e do Ser.

Mas a maior virtude é o amor “dádiva de si mesmo” é o “oposto do usar“ onde o verdadeiro Homem reúne Saber, Força e Beleza.

Estes três pilares têm uma “estrela” perfazem no total três que vão ligar-se ao eixo do mundo que será perpétuo.

A sua disposição é representada por um triângulo equilátero, onde o Sol será a Luz do espirito que iluminará o Homem, símbolo da estabilidade absoluta, fator unificador representante da homogeneidade e da unidade que determinará o percurso até chegar  perfeição, que liberta o Homem dos preconceitos, o ensina a dominar as suas paixões e polir a personalidade.

São as virtudes que regulam os atos, que ordenam as emoções, que iluminam a conduta humana de acordo com a fé, a razão e a espiritualidade purificadas pela Graça Divina.

Para obter a perfeição é necessário inteligência e vontade para ordenar a conduta, a Sabedoria do domínio da paixão e da razão, para alicerçar a fé e prudência que solidificarão a pirâmide da justiça e da fortaleza humana.

São os atos moralmente bons que nos ajudam a agir com cautela usando a razão para nos fazer discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro valor da justiça, criando as regras do saber.

Ser justo é atribuir aos outros o que lhe pertence é fortalecer a força do árduo caminho do de quem quer aprender é proporcionar o equilíbrio espiritual, afastar os prazeres do mundo e dominar os instintos, assegurar a firmeza, ultrapassar as dificuldades, afastar os pecados capitais e organizar as sete virtudes: castidade, generosidade, temperança, diligência, paciência, caridade e humildade.

A palavra Moral deriva do latim mores “relativa aos costumes”, não deve ser confundida com a Ética, porém não existe moral sem Ética, nem Ética sem Moral, todavia o termo Moral tem um significado mais amplo que a Ética. A Ética e a Moral são indissociáveis.

 Hegel distingue a moral subjetiva (cumprimento do dever, pelo ato de vontade) da moral objetiva (obediência à lei moral enquanto fixada pelas normas, leis e costumes da sociedade.

A Moral é uma regra de conduta, que sustenta sempre o pilar da perfeição do Homem.

A Moral e o Direito unem-se, são inseparáveis, pois não existe norma nenhuma jurídica sem Moral, contudo a Moral tem um campo mais alargado que o Direito, podendo haver Moral sem necessidade de Direito, pois nem tudo o que é lícito é honesto, nem tudo o que é legal é Moral.

Certos povos “egípcios, chineses, babilônicos e os próprios gregos, não distinguem o Direito da Moral e da Religião, para eles o Direito, Religião e Moral confunde-se com os costumes sociais.

 A Moral determina o comportamento humano, define as regras e valores que se gravam na consciência, orientam o código de decisão, da vontade e da responsabilidade.

A Moral é autónoma é imposta pelo homem, unilateral por dizer respeito apenas ao individuo, incoercível.

O dever Moral não é exigível por ninguém reduzindo-se a dever de consciência.

A Moral Humana sempre foi alvo de curiosidade e investigação

A Moral está intimamente ligada à paixão, à razão, à comunicação sendo motora de planos ideológicos, económicos, políticos, religiosos, e espirituais.

A experiencia empírica promove o entendimento humano. O desejo sugere impressão, ideias, portanto é originado pela necessidade de induzir a liberdade, os comportamentos, as convenções socias, a conduta social, a igualdade e a fraternidade.

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