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Cidadania e Sociedade

QUE GÉNERO É ESTE AFINAL?

Há dias e dias. Há dias, nos quais, percebemos melhor esta condição humana. A mente divaga em interrogações e reflexões.

Há dias em que ser humano se sobrepõe a qualquer papel social pré-estabelecido.

Há dias em que a condição humana é condicionada por outros ou por nós próprios.

Há dias assim… inconstantes, asfixiantes, distantes desta condição.

Mas qual a nossa condição? Qual será a condição imposta para que possamos evoluir? Afinal quem somos nesta sociedade? Qual o nosso papel? Quem define esse papel? Nós? Os outros?

Falando na primeira pessoa e num destes dias pensantes, sem ligação a conceitos, preceitos, ativismos, feminismos. Falando na primeira pessoa. Pessoa. Eu. Eu, mulher, filha, irmã,amiga, tia, profissional e acima de tudo e tod@s EU.

Uma espécie de monólogo, no qual assumimos todos os papéis. Papéis exigentes, pressão premente para cumprir prazos, desempenhos, controlar emoções, representar papéis. Mas nem sempre queremos ser a personagem principal. Nem sempre queremos os focos apontados. Nem sempre queremos estar em palco.

Nesses dias em que a nossa condição é colocada à prova através de outros. Paramos. Respiramos fundo. Inspiramos e interrogamos. Nesses dias emaranhados de ideias, ideais, vontades. Vontade de ser, de acontecer. De ser diferente, de ser igual. Igual a mim própria e igual a tantos outros. Igual a tantos outros… a tantos outros… a tantos outros. Igual porque fui construída com o mesmo molde. Diferente porque fui moldada por mãos gentis. Igual porque a sociedade assim o impõe. Diferente porque tenho mente. E na nossa mente tudo acontece. Na nossa mente consciente,oponente, presente…. Sempre presente.

Mente aberta a novas ideias, a princípios, valores. Sempre aberta a tod@s. Sempre coerente com a nossa personalidade, com esta forma de ser, de estar. Forma de ser e não de parecer. Não parecer para os outros. Não ser como os outros. Ser um outro. Não é fácil. Exige equilíbrio  e duras batalhas com essa mente, por vezes, tremente, demente… Hesitamos, fraquejamos, mas resistimos.

Esta condição de ser. Ser pensante. Ou não ser… Ser com um género. Igualdade em género, número e grau. Género que inconscientemente nos confronta em situações. Género estabelecido dentro de outros. Género que nos condiciona nesta condição. Não vale a pena esconder. Tentar não dar a perceber. Este género que se entranha nos outros e que desde cedo os leva a condicionar comportamentos, atitudes em prol de um género.

Ser o género, não um género. Género que é bem mais profundo e inato do que qualquer diálogo sobre igualdade ou empoderamento.

Nesses dias, nesses tais dias em que nos vemos condicionados por fatores externos, em que remamos contra a maré, remamos contra ideias pré-concebidas, remamos contra géneros, contra conceitos estabelecidos (por quem?), remamos (contra quem?).

Que género é este afinal?

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