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COMPREENDER A DOR LOMBAR

É o calor, massagem e técnicas manipulativas que tanto podem advir da Osteopatia como da Terapia Manual em Fisioterapia que constituem as abordagens com evidência da sua eficácia para a dor lombar aguda e sub-aguda(Qaseem, Wilt, McLean, Forciea, & Clinical Guidelines Committee of the American College of, 2017).

Na minha prática clínica, e seguramente na dos meus restantes colegas, são as queixas relacionadas com as dores nas costas, nomeadamente as dores na coluna lombar que representam uma parte importante das queixas que levam a recorrer tratamento.

Sendo a dor lombar uma situação tão frequente, é importante que seja abordada e discutida de forma a ser mais clara, tanto a sua origem, as possibilidades de tratamento e assim compreender a dor lombar.

Dificilmente se encontra alguém que nunca experienciou uma crise de lombalgia na vida. Ela é mais frequente dentro do intervalo dos 30 até aos 50 anos. Os factores de risco podem ser vários: desde a própria idade até a factores relacionados com o trabalho e mesmo o nível de actividade física (Franke, Franke, & Fryer, 2014).

A classificação mais comum para lombalgias é, segundo o tempo dos sintomas. Podem ser classificadas como: agudas quando até 4 semanas, subagudas de 4 a 12 semanas e crónicas quando duram mais do que 3 meses.

Esta classificação é importante por duas razões muito simples. Em primeiro lugar, porque sabe-se hoje que a maior parte dos pacientes com dor lombar aguda e subaguda melhora com o tempo independentemente do tratamento (Qaseem et al., 2017) e em segundo lugar, porque é muito importante uma boa explicação do que se passa aos pacientes para reduzir a ansiedade e confusão (Petersen, Laslett, & Juhl, 2017).

A questão relacionada com o tempo é fundamental porque justifica as recomendações das guidelines em relação ao tempo de recuperação. Até nos casos mais complicados, 70% das situações se resolvem em 6 semanas (Haro, 2014), sendo que se presume que os outros 30% se tornem situações crónicas. A dor lombar crónica tem outras particularidades, o que faz com que a abordagem e compreensão seja também ela diferente.

É o calor, massagem e técnicas manipulativas que tanto podem advir da Osteopatia como da Terapia Manual em Fisioterapia que constituem as abordagens com evidência da sua eficácia para a dor lombar aguda e sub-aguda (Qaseem et al., 2017).

Quanto á dor lombar crónica, são as terapias manipulativas e mais importante o exercício físico que reúnem maior evidência quanto á sua eficácia (Qaseem et al., 2017). Isto, porque os mecanismos inerentes á cronicidade da dor, são mais facilmente resolvidos com a exposição gradual ao movimento e ao exercício físico. Isto justifica porque não se recomenda a inactividade, tanto nos casos agudos como crónicos. Essa mesma inactividade fará atrasar o tempo de recuperação.

Se o factor tempo e a exposição gradual ao movimento e ao exercício/ actividade são essenciais para a resolução da maior parte das situações de dor lombar, então é de extrema importância que o problema seja bem explicado pelos profissionais de saúde. Uma explicação clara da origem, mecanismos e tratamento da dor lombar, é essencial para reduzir a ansiedade e acabar com as ideias erradas acerca da condição.

Concluindo, embora a resolução dos problemas passe pela Terapia manual e actividade física, não termina exclusivamente nestes dois. De forma complementar, é também justamente: no saber lidar com as expectativas, compreender o problema e estabelecendo uma aliança transparente e de confiança com o terapeuta que ajudam a ultrapassar eventuais crises de dor lombar que possam surgir.

Bibliografia
Franke, H., Franke, J. D., & Fryer, G. (2014). Osteopathic manipulative treatment for nonspecific low back pain: a systematic review and meta-analysis. BMC Musculoskelet Disord, 15, 286.
Haro, H. (2014). Translational research of herniated discs: current status of diagnosis and treatment. J Orthop Sci, 19(4), 515-520.
Petersen, T., Laslett, M., & Juhl, C. (2017). Clinical classification in low back pain: best-evidence diagnostic rules based on systematic reviews. BMC Musculoskelet Disord, 18(1), 188.
Qaseem, A., Wilt, T. J., McLean, R. M., Forciea, M. A., & Clinical Guidelines Committee of the American College of, P. (2017). Noninvasive Treatments for Acute, Subacute, and Chronic Low Back Pain: A Clinical Practice Guideline From the American College of Physicians. Ann Intern Med, 166(7), 514-530.

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