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Saúde e Vida

BURNOUT: A PREVENÇÃO É POSSÍVEL

 No meu último artigo falei das causas e consequências do burnout e da sua relação com o stress crónico. O burnout caracteriza-se pelo esgotamento físico e mental, assim como pela despersonalização, por vezes referida como cinismo, e pela diminuição da realização pessoal.

O burnout não é “o inevitável” dos dias de hoje, ele pode ser prevenido através de estratégias individuais, aquelas que são implementadas pelo indivíduo, de grupo, relacionadas com o apoio social e familiar e organizacionais, aquelas que estão a cargo das entidades empregadoras. Este é o tema de hoje, tendo um especial foco nas estratégias individuais que, estando ao nosso alcance, são da responsabilidade de cada um de nós.

Priorize a sua saúde e bem-estar

Fazer uma alimentação saudável e variada, fazer exercício físico de forma regular e dormir as horas suficientes são a base para tudo o resto. Um organismo cansado, mal nutrido e sedentário tem menos energia, menos capacidade de enfrentar situações difíceis e por isso é mais suscetível de sofrer de burnout.

Melhore a sua gestão de tempo

Isto significa também estabelecer prioridades (e saber dizer que não) e fazer primeiro as tarefas que são mais importantes. Delegar é também fundamental para organizar melhor o seu dia e encontrar tempo e disponibilidade para o que mais importa. Aprenda a desenvolver o foco e a afastar as distrações. Para além disso, não adie as coisas que não gosta de fazer. Faça-as e pronto.

Aprenda técnicas de relaxamento

Técnicas de respiração e meditação são técnicas que têm demonstrado bons resultados na redução de stress e ansiedade. Alguns minutos por dia podem trazer-lhe grandes benefícios. Outras opções como yoga ou taichi são também úteis. Para encontrar a técnica que funciona melhor para si tem de experimentar primeiro. Atreva-se!

Faça uma pausa das tecnologias

A crescente ligação, e dependência, às redes sociais tem sido associada a um aumento das taxas de ansiedade, depressão e isolamento. Faça uma pausa diária das tecnologias, ligue-se mais à natureza e às pessoas que o(a) rodeiam.

Estabeleça tempo para os seus hobbies

Retome aquela atividade que tanto gosta e que lhe faz tão bem. Ou então tente algo novo, divirta-se e abra horizontes. A vida não tem de ser só trabalho, a vida também pode ser alegria e divertimento.

Estreite laços com familiares e amigos

É muito importante ter alguém com quem conversar nos momentos difíceis. Desenvolva relacionamentos positivos e procure ajuda sempre que precisar. Não tem de lidar com tudo sozinho(a). Da mesma forma, procure ajudar os seus amigos e familiares sempre que possa. Com diz um provérbio chinês “Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores”.

Pratique a gratidão

Diariamente, dedique alguns minutos para identificar as situações positivas que aconteceram nesse dia e pelas quais está grato(a). Foi o “Bom dia!” do porteiro? O sol da manhã? O almoço saboroso? Isto vai ajudá-lo(a) a levar a sua atenção para as coisas positivas da sua vida e quanto mais o fizer, mais situações positivas vai identificar.

Veja os problemas como oportunidades

Adote uma postura mais flexível perante as situações difíceis. Em vez de entrar numa espiral negativa pare e pense: qual é a oportunidade que está nesta situação? É o seu crescimento pessoal? A correção de um comportamento que precisa de melhorar? É um cliente difícil que pode conquistar se fizer uma boa gestão da reclamação? Mais uma vez, é colocar o foco no que há de positivo em cada situação.

Desenvolva a sua assertividade

Melhorar a assertividade beneficia a nossa capacidade de comunicarmos com os outros, o que resulta em relações interpessoais mais saudáveis, menos conflitos e mais autoconfiança. Ser assertivo é ser direto(a) e honesto(a) de uma forma respeitosa.

O papel das organizações

Por fim, é fundamental que o burnout seja entendido por todos, indivíduos e organizações, como um problema que não é apenas da responsabilidade dos trabalhadores. Nesse sentido, cabe às empresas o reconhecimento dos prejuízos pessoais e organizacionais do burnout. Cabe-lhes também a responsabilidade da criação de estratégias que previnam o burnout e promovam a saúde dos seus profissionais.


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